12 de mai. de 2015

Boletim de Discipulado nº 009 - O que é dízimo e oferta?

Embasamento bíblico

O assunto deste boletim é delicado. Mas não deveria. Com o passar do tempo e com o cumprimento da profecia de Jesus registrada em Mt 24.10-12, muitos falsos pastores surgiram. Fizeram da Igreja um negócio lucrativo, se aproveitando da falta de entendimento (Os 4.6) e da ingenuidade da maioria dos seus membros para retirar dinheiro deles. Por isso, de forma generalizada, as Igrejas Evangélicas são vistas com desconfiança, os cristãos são chamados de tolos e os pastores são chamados de ladrões.

Por isso, falar sobre finanças na Igreja se tornou tão delicado.

No entanto, o dízimo e as ofertas são bíblicos e merecem nossa atenção. Deus dá muita importância a este assunto, pois ele interfere na saúde espiritual de todo o cristão.

O texto base para o estudo dos dízimos está em Ml 3.10-12. Ele é um mandamento de Deus, e de sua observância dependem muitas bênçãos.

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro” – a palavra hebraica para dízimo significa, literalmente, “a décima parte”, isto é 10%. A casa do tesouro seria um depósito, pois na época bíblica os dízimos eram pagos através de grãos. Hoje, como vivemos em um mundo capitalista, a base das relações econômicas, comerciais e salariais é o dinheiro. Portanto, devemos levar à Igreja (onde ficam depositados os dízimos) 10% de nossa renda.

“Para que haja mantimento em minha casa” – Deus não precisa de dinheiro, mas a Obra de Deus precisa. Contas de água, luz, aluguel, aparelhagens diversas, material para evangelismo, gasolina para deslocamento dos membros, recursos para obra social, etc. Por isso, para que haja o sustento da casa de Deus, é necessário dinheiro. Muitos falam que na época bíblica o dízimo era dado em grãos ou em outros alimentos. Mas, nos dias de hoje, não possível pagar as despesas da Igreja com outro recurso que não seja o dinheiro.

“Depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes” – quando nos preocupamos em dar o que é nosso para a Obra de Deus e quando fazemos isso com amor e voluntariamente, o Senhor nos recompensa com bênçãos materiais e espirituais. E nos permite fazer prova d’Ele, isto é, podemos ter a certeza de que Ele irá nos abençoar.

“E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos” – Deus irá reduzir a nada tudo aquilo que devora nossa paz, nossa alegria, nossos recursos materiais. O devorador pode ser qualquer influência (humana ou maligna) que acaba com aquilo que Deus nos dá.

“E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos.” – nós cremos em Deus e O amamos mesmo não podendo vê-lo. Mas as pessoas que não crêem n’Ele precisam ver algo para crer. Vendo a presença e as bênçãos de Deus em nossas vidas, as pessoas terão provas do amor e da existência de Deus.

Voluntariedade

O texto de 2 Co 9.6-13 é muito interessante no estudo dos dízimos e ofertas, pois ele nos ensina a dar parte de nossos recursos à Obra de Deus com alegria em nosso coração, voluntariamente, não com tristeza ou por obrigação. Pois quando fazemos isto, Deus nos faz superabundar em toda a graça e supre todas as nossas necessidades.

Ofertas

A oferta é um valor que o cristão propõe em seu coração de dar à Obra de Deus independente de seu dízimo. Por isso, a oferta não é “descontada” do dízimo. A bíblia menciona ocasiões em que os cristãos arrecadavam ofertas para ajudar outros irmãos (1 Co 16.1-3) e também traz instruções sobre o ato de ofertar (2 Co 9.6-13).

“Dízimo” da Vida

Porém, de nada adiantará dar dízimos ou ofertas em dinheiro se não dermos, no mínimo, “10%” de nossas vidas a Deus. Muitos cristãos oram apenas na Igreja, lêem a Bíblia somente em dias de estudo bíblico, buscam a Deus somente em momentos de dificuldades. Devemos dar a Deus muito mais do que 10% de nosso tempo, de nosso esforço, de nossa dedicação, de nosso suor, de nossa alma.

A pedrinha no sapato
Por. Pr. Wheeller Corrêa

Um corredor de maratona havia se preparado durante anos para disputar a competição mais importante de sua vida. Chegado o grande dia, o confiante maratonista iniciou muito bem a corrida. Passando por um trecho de chão batido, conseguiu ultrapassar muitos adversários, mas um deles chamou sua atenção: o maratonista nº 07 estava sentado na beira do caminho, com um dos tênis na mão. No seu íntimo, riu daquela situação.

Depois de uma hora de prova conseguiu assumir o 1º lugar. Porém, em uma grande reta, sentiu uma pequena pedrinha em seu tênis que passou a incomodá-lo. A cada passo dado, chutava o ar e mexia o pé para lá e para cá, na tentativa de fazer com que a pedrinha se “acomodasse” em algum lugar do tênis e parasse de incomodar. E de fato conseguiu: a pedrinha parou de machucar o seu pé, e o corredor pôde continuar sua maratona tranquilamente.

Porém, na reta final da prova, a pedrinha sapeca resolve aparecer novamente. Só que dessa vez veio com força total. Ela machucava tanto o pé do maratonista que seu rendimento e velocidade caíram drasticamente. E por mais que ele mexesse o pé ou chutasse o ar, a pedrinha não parava de machucá-lo.

Nesse momento, o maratonista nº 07 passa por ele em uma velocidade incrível, e ele percebe que deveria ter feito o mesmo: sentar no chão e tirar a pedrinha do tênis.

O pecado é como a pedrinha no sapato: podemos nos esforçar para “acomodá-lo” em algum cantinho do nosso coração e até conseguir essa proeza, mas não leva muito tempo até que ele venha à tona para nos incomodar, roubando o nosso direito de sermos vitoriosos. Vale a pena pagar o preço de se livrar do pecado, pois no final alcançaremos a vitória.

27 de abr. de 2015

Boletim de Discipulado nº 008 - Por que frequentar a Igreja?



Embasamento bíblico

A Igreja foi instituída por Deus (Mt 16.18-19). Portanto, é uma instituição espiritual e não deve ser encarada como sendo algo terreno. Ela é chamada de Noiva do Cordeiro (Ap 19.7-9), portanto merece ser valorizada.

A Igreja é a coluna e baluarte (fortaleza) da verdade (1 Tm 3.15), ou seja, é nela onde se prega, se aprende e se guarda as verdades de Deus.

É na Igreja que nos reunimos para louvar a Deus, para ensinar/ aprender a Palavra do Senhor e para viver experiências espirituais (1Co 14.26).

Na Igreja nos reunimos para participar da Ceia do Senhor (At 20.7, 1Co 11.22-34) e para juntar ofertas (1Co 16.1-3).

Lugar certo

O jogador de futebol profissional precisa de um estádio para jogar uma partida oficial.

É no circo que os palhaços e acrobatas fazem o seu show.

Quem quer tirar a carteira de motorista, não vai à farmácia, e sim à Auto Escola.

Se não estiver em uma sala de cirurgia apropriada, o médico não fará nenhum procedimento delicado.

Por que, se tratando de Deus, pode ser em qualquer lugar e de qualquer jeito?

As pessoas tem a mania de pensar que, por ser para Deus, pode ser de qualquer jeito. Afinal, “Deus entende...”

Isso não está certo! Praticamente todas as atividades do mundo tem um modo e um lugar certo para ser feitas. O homem busca ser ordeiro, organizado e cuidadoso em tudo o que faz. Se tratando de Deus, não pode ser diferente! Muito pelo contrário: quando é para Deus, deve ser ainda mais excelente!

Por isso, o Senhor designou um lugar certo para que as coisas de Deus sejam feitas: a Igreja.

A importância de congregar

Apenas congregar em uma Igreja não é garantia de salvação. Somos salvos pela graça de Cristo e Seu sangue derramado no Calvário (Ef 1.7, 2.8). Algumas pessoas, com base nisso, crêem que não precisam da Igreja para buscar a Deus. Podem falar com Deus em casa, participar da Ceia ministrada pela TV e ler a Bíblia no ônibus.

Porém, a Bíblia afirma que devemos participar de uma igreja, uma congregação local. O Novo Testamento está repleto de provas de que o eixo do cristianismo é a Igreja. Paulo escreveu inúmeras cartas dirigidas a igrejas e também outras dirigidas a pessoas específicas, mas sempre com o foco na Igreja. Pedro, Tiago e João também escreveram cartas às Igrejas.

O autor de Hebreus condena a atitude de pessoas que deixam suas congregações (Hb 10.23-27). As conseqüências para quem abandona a Igreja são terríveis. Mas isso não acontece porque os membros ou as lideranças das Igrejas buscam punir aqueles que se desviam. É notório que quem abandona a Igreja (noiva) é porque já abandonou, muito antes, ao Senhor Jesus (noivo). Por isso, quem está sem Igreja, está sem Deus. E quem está sem Deus, está à mercê dos males deste mundo. É daí que vêm as duras conseqüências.

É importante ir aos cultos com freqüência, pois é através da Palavra pregada que alimentamos nosso Espírito (Jo 6.27, Sl 119.11). Nos cultos, mantemos a nossa comunhão com os irmãos e com Deus (At 2.42, Sl 133.1).

Por fim, é necessário entender a importância da Igreja como templo. Mas não podemos esquecer que nós somos a Igreja de Jesus Cristo. Nós, as pessoas, é que formamos a Igreja (2Co 6.16).

Somos uma instituição espiritual, cujo objetivo principal é fazer a vontade d’Aquele que a criou. Freqüente a Igreja para aprender a ser Igreja!

Cuidando para não perder a hora
Por Pr. Rogerio de Mello

Era uma vez, uma garotinha que cresceu ouvindo seus pais dizerem que deveria estudar, dedicar-se ao máximo e sempre correr atrás dos seus sonhos, pois esta era, sem dúvida, a trajetória de todo vencedor.

Estas palavras a fizeram ser sempre a melhor da classe e muito querida por todos que a conheciam.

Até que um belo dia viu de passagem sua irmã mais velha aos prantos na sala de jantar dizendo: “meus sonhos acabaram!”. A mãe a consolava. Por conta de um namoradinho que havia ido estudar no exterior.

Aquelas palavras ficaram por dias sendo as culpadas pela inquietude daquela menininha. Até que um dia, antes de partir para sua aula, ela se encoraja e deixa saltar pela sua boca a inadiável pergunta: “mamãe, o que fazer quando os sonhos acabam?”. A mãe, entendendo do que se tratava, com o olhar fixo na garotinha, responde: “quando os sonhos acabam, não deve ser motivo para medo e espanto. É apenas a hora de acordar e ir lá fora realizá-los, um a um. É como o seu relógio que desperta tocando sua musiquinha favorita todos os dias antes de você acordar para ir à escola”.

20 de abr. de 2015

Boletim de Discipulado nº 007 - O que é Religião?



Origem da palavra

A palavra religião vem do latim “religare”. O sentido da palavra seria religação, ou seja, transmite a ideia de que o homem precisa ser religado a Deus.

Na verdade, todo homem pecador está longe de Deus e precisa se “ligar” a Ele. Na queda de Adão, o pecado entrou no coração do homem. Fez-se necessário, então, que a humanidade se religasse a Deus, para resgatar o propósito original do Senhor para o homem, isto é, a comunhão e a santidade.

Jesus é o único mediador entre Deus e o homem (1 Tm 2.5; Jo 14.6). É através da morte e ressurreição de Jesus que Deus reconcilia consigo mesmo a humanidade pecadora (2Co 5.17-21).
Portanto, nossa “religião” na verdade é Jesus Cristo, pois ele nos uniu com Deus, de uma vez por todas, quando O aceitamos como Senhor e Salvador.

Ao longo do tempo, a palavra religião passou a ser usada para designar todo o tipo de crença na existência de um poder superior. Mesmo que uma seita tenha princípios expressamente anti-bíblicos, ela é chamada de religião e se declara capaz de aproximar a pessoa de Deus ou dessa “força superior”.

Tudo o que é feito para Deus sem Jesus não passa de religiosidade vazia. Portanto, sempre que você ouvir ou dizer a palavra religião, tenha em mente que ela significa “religar o homem a Deus”. A nossa “religação” com Deus já aconteceu no momento em que entregamos nossa vida a Jesus. Não precisamos mais ser religados.

O que responder

Abaixo, segue alguns modelos de resposta para as perguntas mais comuns sobre religião:

Qual é a sua religião? “Minha religião é Jesus Cristo. Baseado no significado da palavra religião, entendo que Jesus foi o grande (e é o único) responsável por ter me religado a Deus através de Seu sacrifício na cruz. Portanto, minha resposta a esta pergunta é: sou cristão evangélico, pois Cristo é o centro da minha vida e o Seu Evangelho (Bíblia) é a base da minha fé.”

Como é a sua religião? “Minha crença se baseia na Bíblia. Creio que a Bíblia tem respostas para tudo e tem conteúdo suficiente para guiar todas as áreas da minha vida (Hb 4.12, Sl 119.105). Minha vida está voltada e submissa ao que a Bíblia ensina (Tg 1.22, Lc 11.28). Temos um templo (igreja) onde nos reunimos para orar, aprender e adorar a Deus (At 3.1, At 5.42). Estamos debaixo da cobertura de pastores, líderes espirituais (Hb 13.17). A nossa vida prática se resume nos mandamentos de Jesus: amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a si mesmo (Mt 22.37-40).”

Todas as religiões levam a Deus? “Não creio que todas as religiões levam a Deus. Assim como a estrada do mar não leva à Serra, e a estrada da Serra não leva ao litoral, creio que nem todos os caminhos levam para o mesmo lugar. A Bíblia diz que há um só Deus (Dt 6.4). Logo, religiões que adoram outros deuses (ídolos, ‘santos’, imagens, forças, energia vital, universo, etc.) não levam ao Deus verdadeiro (Is 42.8). Religiões que acreditam no Deus da Bíblia, mas desprezam seus mandamentos também não O agradam (Mt 15.8-9).”

Por que você acredita que a sua religião é a certa? “Porque a Bíblia é e sempre foi a fonte de onde se tira todo o conhecimento sobre Deus. Se não fosse a Bíblia, a humanidade estaria perdida e confusa no que diz respeitos aos princípios e valores morais e espirituais (2Tm 3.15-17). Sem fé na Bíblia é impossível agradar e servir a Cristo. A vida eterna está em Jesus (At 16.31). Só Jesus é o caminho . Só há um Deus. Por isso, quem crê em Jesus, como diz a Bíblia, está certo (Jo 7.38-39) . Quem não crê em Jesus e não segue a Bíblia não pode estar certo.”

Por que a sua religião tem muitos “podes e não podes”? “O que vivemos são doutrinas (ensinamentos), valores e fundamentos bíblicos que visam o nosso bem e a glorificação do único que merece ser adorado (Jesus). Para seguirmos os mandamentos de Jesus, muitas vezes precisamos renunciar muitas coisas (Mt 19.29). Quando renunciamos a nossa vontade para fazer a vontade de Deus, geralmente as pessoas pensam que é algo difícil ou doloroso. Mas quando passamos a receber o que Deus tem e saber quem Deus é, percebemos que aquilo que renunciamos não tinha valor algum. Não é ‘pode e não pode’, é escolher o que é agradável a Deus e o que nos faz bem. Em Deus não há perdas”.

Ilustração
A bomba d’água
Certo homem, perdido numa região desértica, prestes a morrer de sede, encontra uma cabana desabitada.
No quintal, uma bomba d’água, velha e enferrujada. Imediatamente ele começou a bombeá-la, mas a água não jorrou. Desapontado, sentou-se. Só então viu ao lado da bomba uma garrafa d’água, com um bilhete colado sobre rótulo: “Você precisa primeiro preparar a bomba com TODA a água desta garrafa, meu amigo. PS.: Faça o favor de encher a garrafa outra vez antes de partir.”
A garrafa estava quase cheia e ele, de repente, se viu num dilema: se bebesse a água “velha” e quente da garrafa talvez sobrevivesse, mas se a colocasse naquela bomba enferrujada, talvez obtivesse água fresca. Mas, talvez não.
Com relutância, despejou a água na bomba. Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear. A bomba começou a chiar e nada aconteceu! E a bomba foi rangendo e chiando. Então surgiu um fiozinho de água; depois um pequeno fluxo, e finalmente a água jorrou com abundância!
Bebeu até se fartar. Encheu a garrafa novamente e acrescentou uma pequena nota ao bilhete: “Creia-me, funciona! Você precisa dar TODA a água antes de poder obtê-la de volta!”

13 de abr. de 2015

Boletim de Discipulado nº 006 - A Santa Ceia do Senhor



O exemplo e a ordenança de Cristo

Assim como no Batismo, Jesus ordenou que celebrássemos a Santa Ceia do Senhor. Algumas horas antes do momento da Sua morte, Jesus celebrou a última ceia com seus discípulos. Ali, Ele nos deu o exemplo e institui a Santa Ceia do Senhor. O batismo nas águas e a Santa Ceia do Senhor são as duas grandes ordenanças do Senhor Jesus para Sua Igreja.

O simbolismo da Santa Ceia do Senhor

Na Santa Ceia estão presentes dois elementos: o pão e o vinho (suco de uva).

O pão simboliza o corpo de Jesus, que foi entregue na cruz para a nossa salvação. O pão deve ser sem fermento, pois na Bíblia o fermento simboliza a impureza. Como o nosso Senhor Jesus foi entregue como sacrifício perfeito e sem pecado, nada melhor do que o pão sem fermento para representar seu corpo. Mt 26.26.

Já o fruto da videira (suco de uva) representa o Seu Sangue, que foi derramado para remissão de nossos pecados. Mt 26.27-28.

O propósito da Santa Ceia está expresso em 1Co 11.24-26: devemos participar dela em memória de Jesus, anunciando Sua morte até que Ele venha. Ou seja, quando participamos da Ceia do Senhor, devemos ter bem claro em nossa mente o motivo que está nos levando a celebrar este ato tão solene. Devemos refletir sobre os momentos terríveis que Jesus passou para que pudéssemos ser livres e salvos. Devemos, com isso, anunciar Sua morte, mas sobretudo anunciar Sua vitória sobre a morte (a ressurreição). Por fim, também devemos fazer menção de Sua grande promessa: Ele virá uma segunda vez a esta Terra para buscar Sua Igreja.


Visão doutrinária Deus de Promessas

Baseada na Bíblia, a Comunidade Evangélica Deus de Promessas crê e aplica as seguintes doutrinas sobre a Santa Ceia:

Só recebe o pão e o cálice quem é batizado nas águas A Ceia é para quem tomou a decisão de viver para Cristo e deve ser celebrada com entendimento. Se a pessoa não é batizada, subentende-se que ela ainda não decidiu confessar publicamente a sua fé ou ainda não tem o entendimento sobre as ordenanças de Deus. A Ceia é para os salvos, cristãos em comunhão com Deus, ou seja, batizados (Mc 16.16).

Só recebe o pão e o cálice quem está em comunhão com Deus e com a Igreja – o cristão deve buscar ter comunhão com Deus (oração, Bíblia, conduta, postura) e com a Igreja (freqüência nos cultos, envolvimento, dedicação). A Santa Ceia é um momento de comunhão entre irmãos e também entre a Igreja e Cristo (At 2.42)

Não participamos de Ceias ministradas pela TV, internet, rádio ou outro meio de comunicação – esta celebração deve ser feita na Igreja. Os textos de 1Co 11.21-22 e 33 nos mostram que os irmãos devem participar juntos na Igreja.

Não fazemos da Ceia um momento de descontração ou entretenimento – é um momento sério, de comunhão espiritual e de reflexão (1Co 11.20-34).

Esperamos uns pelos outros – prezamos pela ordem, pois o Espírito de Deus é ordeiro. Se cada um tomar sua Ceia do seu modo e a seu tempo, reinará a desordem (1Co 11.33).

Alertamos sobre a necessidade de se examinar a si mesmo, para não participar indignamente – é preciso entender o propósito e o simbolismo da Santa Ceia para que nossa consciência nos leve a fazer uma auto-análise sincera e profunda. Devemos participar da ceia dignamente, ou seja, com nossa vida espiritual saudável e agradável a Deus, sabendo exatamente o motivo e o propósito da Ceia do Senhor (1Co 11.27-32).

Estão aptos ministrar a Santa Ceia: os pastores da Igreja e suas esposas, o ministério de diaconato ou obreiro/ irmão que o pastor designar (Ef 4.11).

Não oferecemos a Ceia para crianças, pelo mesmo motivo pelo qual não são batizadas (ver Boletim nº 005).

Ministramos Ceia individual em residências, hospitais ou outros locais somente em casos excepcionais, quando o irmão está incapacitado de comparecer no culto de celebração da Santa Ceia. 

6 de abr. de 2015

Boletim de Discipulado nº 005 - O que é Batismo?



O exemplo e a ordenança de Cristo

Vimos nos Boletins 1 e 4 que o verdadeiro discípulo cristão deve imitar Jesus (Lc 6.40; 1Co 11.1). Jesus também foi batizado por João Batista para que toda a justiça fosse cumprida (Mt 3.13-17).

A Bíblia também nos mostra que o batismo é uma ordenança de Cristo (Mt 28.19).

Ele deixou a ordem e o exemplo para todos nós, discípulos. Devemos ser batizados e também dar continuidade a esta ordenança, batizando todos aqueles que desejam se tornar discípulos de Jesus.

Fica claro que o batismo não é uma opção para o cristão, uma vez que devemos obedecer todas as ordens de Cristo. Também não é uma garantia de salvação, pois o que salva é a graça de Jesus. A salvação depende de um coração transformado, e não de um simples mergulho. Ou seja, não adianta ao cristão se batizar e não viver uma vida santa aos olhos de Deus.

O simbolismo do batismo

A palavra batismo vem do grego e significa literalmente “mergulhar”. O ato simbólico do batismo de João Batista representava a lavagem interior que ocorre no coração quando a pessoa se arrepende e o novo rumo que ela toma na vida após essa transformação.

Leia Rm 6.3-4.

O batismo é a representação da morte e ressurreição: nossa natureza humana, pecaminosa e sem Deus, deve morrer e ser sepultada (submergir) para que a nova criatura possa nascer (emergir) para Deus.

Visão doutrinária Deus de Promessas

Baseada na Bíblia, a Comunidade Evangélica Deus de Promessas crê e aplica as seguintes doutrinas sobre o batismo:

Não batizamos crianças – o batismo é para remissão de pecados (At 22.16). A criança não tem pecado (MT 18.2-4), logo não pode ser batizada.

Não obrigamos o batismo – deve ser fruto de uma decisão pessoal, esclarecida e consciente. Quem crê em Jesus, deve crer porque decidiu crer, e não porque alguém o obrigou ou induziu (Mc 16.16).

Não negamos o batismo, porém buscamos esclarecer o candidato – em At 8.27-38, vemos o episódio em que Filipe ensina um homem sobre Jesus. A Bíblia não narra, mas certamente ele falou sobre batismo. O homem crê verdadeiramente e decide se batizar, e Filipe não o questiona sobre sua vida com Deus, apenas o batiza.

Batizamos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo – alguns seguimentos batizam somente em nome de Jesus, mas realizamos o batismo conforme as palavras de Cristo em Mt 28.19.

Batizamos por imersão, e em casos raros e específicos, por efusão – por imersão (mergulhar), pois é o fundamento bíblico (Mt 3.16), além da palavra batismo literalmente significar “mergulhar”. Por efusão (derramamento de água sobre a cabeça): realizamos este tipo de batismo na pessoa que esteja ou seja incapaz de se submeter à imersão. Exemplo: pessoa enferma em um leito de hospital.

Não fazemos batismos com aparência de entretenimento – alguns segmentos realizam batismos em tobogãs ou com atividades contrárias ao verdadeiro propósito e à devida importância da cerimônia do batismo (Mt 3.16-17, 1Ts 5.22, 1Co 10.31).

Batizamos em qualquer lugar – seja piscina, tanque, rio, lago ou mar, desde que as águas sejam capazes de submergir uma pessoa com segurança e higiene. Estudos mostram que na localidade onde Filipe batizou o eunuco (At 8.27-38) não havia rio ou lago. Provavelmente aquele batismo foi realizado em tanque ou cisterna.

Não “renovamos” batismo – há um só batismo (Ef 4.5), por isso, se a pessoa já foi batizada em alguma Igreja Evangélica Apostólica, não há necessidade de se batizar novamente, caso ela tenha se desviado e queira voltar para Deus. Se o “batismo” foi realizado em outra igreja que não tenha fundamento bíblico, logo não deve ser considerado. Neste caso, realizamos o batismo normalmente.

O menino e a moedinha
Por Pr. Rogerio Ricardo de Mello

Certa vez, o departamento de homens da Igreja programou um passeio a fim de envolver os recém chegados no grupo. Aproveitariam, também, para conhecerem os costumes e necessidades de determinados lugarejos e pequenas cidades da zona rural. Decidiram levar seus filhos pequenos para despertar neles o interesse pelas coisas de Deus e da Igreja.

Lá pelas tantas, o ônibus acabou tendo problemas de mecânica em um lugar deserto por causa das condições da estrada. Não havia um único mecânico entre os integrantes do grupo. Os celulares estavam sem sinal e o nervosismo ia tomando conta de todos. As idéias já haviam se esgotado.

No meio do grupo, podia-se notar um garotinho engraçado gesticulando para chamar a atenção deles. Mas todos os que o olhavam logo diziam para ele se calar. Porém, insistentemente ele erguia seu bracinho curto, e com seu dedo gordinho apontava para frente. Na outra mão segurava uma moeda. Até que alguém mais exaltado, com os nervos à flor da pele, grita: “o que você está querendo, garoto? Esta moeda pode ajudar em alguma coisa? Todos temos dinheiro!”.

Ele encolhe a mãozinha que segurava a moeda, mas continua apontando com o dedo gordinho. Nesse momento, alguém olha para a direção em que ele apontava e avista uma cabine telefônica daquelas que se pode fazer uma ligação com apenas uma moedinha. “Estamos salvos!”, gritam todos. E o menininho, timidamente, sorri.

Moral da história: Deus não precisa de muito para operar; com o mínimo de fé que você tem ele é capaz de fazer milagres.

30 de mar. de 2015

Boletim de Discipulado nº 004 - O que é ser Cristão?



O Centro de nossas vidas

Cristão é o indivíduo do qual Jesus Cristo é o centro de sua vida.

Quando aceitamos Jesus e Ele passa a ser o centro de nossas vidas (Gl 2.20), deve haver uma mudança profunda em nós. Quem mentia, já não deve mais mentir. Quem roubava, já não deve mais roubar.

Infelizmente, vemos por aí vários “pseudo-cristãos” (isto é, “cristãos de mentira”). Estas pessoas vão na igreja todo domingo, carregam uma Bíblia em baixo do braço para lá e para cá, oram gritando bem alto nos cultos, cantam louvores a Deus e falam em línguas estranhas. Profetizam, usam roupas e cortes de cabelo que, aos seus olhos, ostentam “santidade”. Porém, suas “profecias” são mentiras, pois não receberam do Senhor. Carregam a Bíblia, mas não lêem nem entendem nada. Oram bem alto nos cultos, mas, aos sussurros, falam mal do irmão. Vão à igreja todo domingo, mas no resto da semana nem lembram de Deus em oração. Fingem ser santos, têm inveja uns dos outros, brigam sem motivo e mentem que ouvem a voz de Deus. O centro de suas vidas é o seu próprio egoísmo, pois buscam ser aplaudidos pelos homens, ignorando os mandamentos de Deus.

O Cristão Verdadeiro

Existem características que Jesus imprime em nosso coração quando permitimos que Ele seja o centro de nossas vidas. Esses atributos são visíveis e diferenciam quem é e quem não é cristão. O cristão verdadeiro:

- é santo: a palavra santidade significa separação. O cristão é separado do mundo, é diferente, não segue tendências. 1Pe 1.15-16;
- é autêntico: não dá lugar a fingimentos ou falsidade. Rm  12.9; Tg 3.17.
- é humilde: não dá lugar à soberba e não se considera auto-suficiente ou superior aos outros. Fp 2.3
- não profere palavras torpes: suas palavras são para edificação e não para a ruína. Não fala palavrões. Ef 4.29; Cl 3.8
- tem intimidade com Deus: nunca se afasta do Senhor. Está sempre buscando a Sua presença. Am 5.4; Tg 4.8
- é imitador de Cristo: busca imitar Jesus em tudo. 1Co 11.1
- é submisso e obediente a Deus: seguindo o exemplo de Jesus, o cristão se submete ao Pai. Fp 2.5-8
- nega a si mesmo: o cristão não deve viver para seus próprios interesses e desejos. Pelo contrário, ele deve viver para agradar a Deus. Lc 9.23
- tem amor: por seus irmãos e por todas as pessoas. Rm 12.10; Jo 15.12; Lc 6.27-28
- se regozija em tudo: mesmo na dificuldade, mantem-se alegre no Senhor. Fp 4.4
- tem paz com todos: se esforça para ter e promover a paz com todos. Rm 12.18
- tem fé: pois é a “moeda de troca” com Deus, é o combustível que move o sobrenatural. Hb 10.38
- é bondoso: no dia a dia, o cristão sempre se mostra bondoso para com todos. 1Ts 5.15.
- é manso: gentil, paciente, não briga por qualquer coisa. Mt 5.5;  2Tm 2.24; Ec 7.8
- é misericordioso: se compadece e se preocupa com o próximo. MT 5.7
                                
Estes são alguns exemplos das características que definem um cristão verdadeiro. Com a leitura da Bíblia e ao longo de nossa caminhada de fé, vamos aprendendo cada vez mais sobre como ser um cristão verdadeiro aos olhos de Deus.

O exemplo de Felipe

No trecho de Jo 12.17-23, vemos que as pessoas já tinham ouvido falar de Jesus, mas o que realmente queriam era vê-lo. Havia algo em Felipe que chamou a atenção daqueles gregos, pois recorreram a ele sabendo que podia levá-los até Jesus.

Nos dias de hoje não é diferente: as pessoas estão cansadas de ouvir; elas querem ver. As marcas de Cristo em nós e nosso caráter cristão devem ser tão marcantes que transmitam às pessoas a certeza de que andamos com Jesus e de que podemos apresentá-lo ao mundo.

Ilustração
Uma proposta (ir)recusável

Um dia, certo funcionário foi chamado ao gabinete do dono da empresa.
Sem meias palavras, o empresário foi direto ao assunto:
– Estamos reestruturando a empresa e precisamos de uma pessoa exatamente do seu perfil para ocupar um importante cargo de gerência. Analisamos sua ficha e vimos que só há um problema com você: você é cristão e o cargo é incompatível com a sua fé, de modo que você terá que fazer uma opção entre a promoção no emprego e sua religião. Mas você não precisa responder agora. Vá para casa, hoje é sexta-feira, pense, e na segunda nos diga o que foi que decidiu.
O rapaz foi para casa envolto no manto da dúvida, e naquele final de semana seu coração virou um campo de batalha entre o certo e o errado.
Na segunda-feira, foi encontrar-se com o dono, que lhe perguntou:
– E aí? Qual é a sua decisão?
– Acho que vou aceitar a proposta que me fez. Aceito a promoção.
O patrão nem levantou a cabeça:
– Então, vá imediatamente ao Departamento Pessoal. Você está demitido!
– Mas… patrão, foi o senhor mesmo que me fez a proposta!
– Sim. Mas, na verdade, estou procurando alguém de absoluta confiança para ocupar este cargo. Se você foi capaz de, tão rapidamente, trair a sua consciência religiosa e o seu Deus, quem me assegura que mais rapidamente ainda não trairá a empresa?

23 de mar. de 2015

Boletim de Discipulado nº 003 - O que é Salvação e Vida Eterna?



A queda do Homem

Nos capítulos 2 e 3 de Gênesis, a Bíblia relata a criação do homem e da mulher, bem como o pecado e a queda do ser humano. O plano original de Deus era que o homem vivesse em santidade e comunhão com Ele, cuidando da terra e dos animais. A condição para que Adão e Eva pudessem usufruir de uma vida plena no Éden era que eles não comessem do fruto da árvore que lhes daria conhecimento do bem e do mal. Porém, quando eles desobedeceram a Deus, foram expulsos do Éden. Como toda a humanidade é descendente de Adão e Eva, todos sofreram as conseqüências do pecado deles: a separação de Deus.

A reconciliação

A partir daí, vemos o homem se corrompendo cada vez mais. E vemos o Senhor buscando se reconciliar com o homem através de seus profetas (que transmitiam a mensagem de julgamento e de amor). Deus usa Moisés para dar ao seu povo uma série de mandamentos e leis buscando esta reconciliação: se o homem obedecesse Suas ordens, viveria uma vida plena. Mas, caso desobedecesse, sofreria as conseqüências do pecado.

Mesmo com a Lei dada através de Moisés, o povo de Deus continuava se corrompendo, e o Senhor continuava enviando seus profetas para adverti-lo sobre as conseqüências do pecado e as promessas de bênçãos mediante o arrependimento.

O Cordeiro de Deus

Como forma definitiva e perfeita de reconciliação, Jesus, o Filho de Deus, se torna homem para se entregar como sacrifício para a salvação da humanidade. Para entender a questão do sacrifício, vejamos estes versículos:

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”. Rm 6.23

E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão de pecados. Hb 9.22

“[…] pois o sangue é vida […]”. Dt 12.23

Se houver pecado sem perdão, haverá morte (espiritual), pois esse é o resultado inevitável do pecado. Por isso, para perdão dos pecados é preciso haver derramamento de sangue, ou seja, a vida deve ser derramada para livrar da morte.

Conforme a Lei de Moisés (Antigo Testamento), o sacerdote deveria sacrificar (derramar o sangue) de um animal para que o pecado de alguém fosse perdoado. Geralmente esse animal era um cordeiro, e obrigatoriamente deveria ser sem defeito algum. Hoje não é mais assim, pois o Senhor Jesus, o Cordeiro de Deus, veio à Terra para se oferecer como sacrifício perfeito e suficiente para perdoar o pecado de toda a humanidade (Jo 1.29).

Mas afinal, o que é salvação?

O sangue (a vida) de Jesus derramado na cruz do Calvário tem o poder de perdoar nossos pecados e nos salvar da morte espiritual. Basta crermos e aceitarmos Jesus como nosso Senhor e Salvador, confessando nossos pecados a Ele, que alcançaremos a salvação.
A Salvação é isto: o homem, por sua natureza humana, é pecador. A justa recompensa pelo pecado seria que o homem morresse (morte espiritual; separação de Deus; inferno). Porém, Jesus, o único homem sem pecado, o único homem perfeito, morre em nosso lugar. Seu sangue é derramado para a remissão dos pecados de todos aqueles que o aceitam como Salvador e Senhor. A vida de Jesus é derramada em nós, Ele passa a habitar em nosso coração  e não há mais lugar para o pecado em nossa vida.

Vida Eterna

Todo aquele que recebe ao Senhor Jesus está salvo do pecado e da condenação do inferno. Isto quer dizer que seu nome foi escrito no Livro da Vida e que essa pessoa passará a eternidade com Deus. Isso é Vida Eterna! Só através de Jesus podemos alcançar a Vida Eterna.

A salvação e a vida eterna não podem ser alcançadas por esforços humanos. Nossas obras, por melhores que sejam, não valem nada sem Jesus. Recebemos a salvação e a vida eterna pela graça, que significa favor imerecido.

O trecho de Rm 5.6-21 resume tudo o que foi tratado neste boletim:

O pai, o menino e o trem

Certo dia, enquanto um homem saía para trabalhar, seu pequeno filho gritava-lhe o nome, pedindo que o levasse junto ao trabalho. O pai não resistiu ao pedido de seu filho e o levou para o trabalho. Os dois estavam muito felizes.
O homem trabalhava em uma ponte de trilhos elevadiça, e sua função era erguê-la para a passagem dos navios, ou baixá-la para a passagem dos trens. Por volta das nove horas da manhã, o homem ouviu um apito e percebeu que se aproximava um trem de passageiros (que geralmente transporta cerca de 200 pessoas).
Pensou logo em baixar a ponte, mas viu que seu filhinho estava brincando no meio das engrenagens. Entrou em desespero, pois não havia tempo para tirá-lo de lá. Ele tinha que fazer a escolha mais difícil de sua vida em pouco tempo: salvar a vida de seu filho ou salvar aquelas 200 pessoas, sacrificando seu filhinho.
Em meio às lágrimas o homem sussurrou: “meu filho, me perdoe”; e então baixou a ponte. Ele decidiu salvar aquelas pessoas que ele nem conhecia. Talvez pessoas desonestas, mentirosas, soberbas. Mas decidiu sacrificar seu filho, um inocente menininho cheio de  amor.
Nesta estória o homem representa Deus, e seu filho representa Jesus. Aquelas 200 pessoas representam você, sua família, seus amigos. Deus sacrificou seu único filho para nos salvar.



16 de mar. de 2015

Boletim de Discipulado nº 002 - Deus, Jesus e Espírito Santo



Sabedoria Humana



A sabedoria, a ciência e a inteligência humanas, mesmo sendo complexas e bonitas, são limitadas. Para entender a essência de Deus e das coisas espirituais, não podemos nos firmar na sabedoria humana. Todo aquele que busca entender as coisas de Deus através do conhecimento humano, se frustra e permanece sem entender nada.



Este boletim trata de um assunto que muitas vezes gera dúvida nas pessoas. É um tema sobre a essência de Deus. Por isso, não pode ser interpretado com nossas percepções humanas.



Por isso, é importante iniciar este estudo sabendo que precisamos pedir a Deus que ilumine o nosso coração e a nossa mente.



O Discipulador



Existem muitos temas bíblicos (a maioria) que não podem ser interpretados literalmente pela inteligência humana. Sabemos também que é possível aos homens alcançar um nível de intimidade com Deus tal que eles conseguem ter entendimento profundo e espiritual desses temas. O seu discipulador (pastor) foi escolhido e capacitado por Deus para ter esse entendimento profundo. Ele faz com que se tornem simples os assuntos que pareciam tão difíceis de entender. Por isso, não fique em dúvida quanto a nenhum assunto, e também não crie conceitos antes de debater com seu discipulador.




Único Deus

Em Isaías 45.5 é dito: “Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há Deus […]”. É comum ouvirmos das pessoas que “Deus está em todas as religiões”. Porém, não é isto que a Palavra de Deus diz na passagem acima e em tantas outras (1 Co 8.4; Dt 6.4). O nosso Deus, o Deus da Bíblia, é único. Só Ele é digno de adoração. Só a Ele o ser humano deve prestar culto.



Três Pessoas



Apesar de ser um Deus Único, a Bíblia fala claramente em três pessoas: Deus Pai, Jesus e Espírito Santo. Fala também que os três são dignos de louvor e de adoração.



Estaria a Bíblia se contradizendo?



De maneira nenhuma. O que acontece aqui é o que foi falado no início deste boletim: não podemos tentar entender Deus através da nossa sabedoria e através daquilo que estamos acostumados a ver nesta vida. Aqui na Terra, uma pessoa é uma pessoa e pronto! Mas se tratando de Deus, Ele é um Único Deus que existe através de três pessoas.



Deus é um com Jesus. Jesus é um com o Espírito Santo. O Espírito Santo é um com Deus. Eis a essência de Deus, difícil de ser entendida pela mente humana, mas facilmente sentida quando deixamos nosso coração e nossos sentidos espirituais sensíveis.



Deus, o Pai



Ele é o Criador de tudo, a figura paterna que sempre amou e buscou aproximação com a humanidade. Algumas características de Deus:



- Amoroso (Jo 3.16)

- Compassivo, Misericordioso (Ex 34.6)

- Justo (Sl 11.7)

- Todo Poderoso (Ap 1.8)

- Vivo (At 14.15)

- Santo (Lv 20.26)



Jesus, o Filho de Deus



Para salvar a humanidade de seu pecado, Deus enviou Seu Filho para que se tornasse homem e morresse no lugar dos pecadores, recebendo a condenação. Jesus é a personificação de Deus como Homem.



- Autoridade (Mt 28.18)

- Obediente (Fp 2.8)

- Salvador (Lc 2.11)

- Amoroso (Ef 5.2)



Espírito Santo, o Consolador



Quando Jesus voltou para o Céu após a ressurreição, o Espírito Santo desceu sobre os homens. Hoje é Ele quem nos consola (Jo 14.16-17), nos convence (Jo 16.8-11) e nos guia (Jo 16.13). 





Espírito Santo, muito mais que um personagem bíblico

Por Pr. Rogerio de Mello



Falamos do que estamos cheios.

Um homem cheio de jornais – fala de notícias.

Uma mulher cheia de novela – fala de novelas.

Um jovem cheio de programação de humor – fala coisas engraçadas.

Alguém cheio do Espírito Santo – fala de Jesus.

O Espírito Santo glorifica a Deus.

Como o namorado tem saudade de sua amada, assim o cristão deveria ter saudade de seu Deus. Deveria desejar passar o maior tempo possível com Ele.

Quem dera contássemos as horas para falar com o Espírito Santo, assim como com a pessoa amada.

Quando sentirmos vontade ardente de orar a qualquer hora; quando preferirmos estar com Ele ao invés de estar com qualquer outra coisa; então estaremos no caminho certo.

Só sairemos da superficialidade quando o Espírito Santo estiver profundamente em nós.

O Espírito Santo quer ser um amigo pessoal de todas as horas.

Nas reuniões de domingo, Deus se mostra a nós; na segunda-feira Ele espera que O mostremos aos outros.