27 de fev. de 2017

Boletim de Discipulado nº 011 – A Bíblia

Origem

A palavra Bíblia vem do grego biblion, que significa livro. A Bíblia foi escrita em três línguas: o Antigo Testamento (AT) em hebraico e alguns trechos em aramaico e o Novo Testamento (NT) em grego (só o livro de Mateus foi em hebraico).

As traduções que dispomos hoje são baseadas em cópias extremamente fiéis dos originais. O AT é baseado nos Rolos do Mar Morto, descobertos em uma caverna próxima a este mar em 1947. Antes desta descoberta, o AT era baseado em manuscritos posteriores a 895 d.C., mas os pergaminhos do Mar Morto datam de meados do século II a.C. (aproximadamente duzentos anos antes de Cristo). Estes manuscritos estão hoje no Santuário do Livro do Museu de Israel, em Jerusalém.

O NT foi melhor preservado em manuscritos do que qualquer outro livro antigo, possuindo mais de 5.400 manuscritos gregos completos ou fragmentos de manuscritos, 10.000 manuscritos em latim e 9.300 manuscritos em diversos outros idiomas antigos incluindo siríaco, eslavo, gótico, copta e armênio. Alguns desses manuscritos foram escritos menos de cem anos após os originais. Hoje, estes documentos se encontram em bibliotecas e museus em todo o mundo.


Autoridade da Bíblia

A Bíblia tem vários autores, mas um só Inspirador: o Espírito de Deus. Podemos definir a Bíblia como a Palavra de Deus revelada aos homens por intermédio do Espírito Santo. Alguns versículos que falam sobre a Palavra de Deus:

- é inspirada por Deus (2 Tm 3.16) e pelo Espírito Santo (At 1.16; Hb 3.7; 2Pe 1.21);
- o Senhor Jesus mostrou sua eficácia ao citá-la diversas vezes (Mt 4.4; Mc 12.10; Jo 7.42); 
- Ele também a usou para ensinar seus seguidores (Lc 24.27);

Isto é o suficiente para jamais a colocarmos em dúvida. Na sua leitura constatamos que é chamada inúmeras vezes de Palavra de Deus e de Cristo (Tg 1.21; 1Pe 2.2; Lc 11.28; Hb 4.12; Cl 3.16).

Isto mostra que a própria Bíblia prova sua autoridade. Além disso, as descobertas arqueológicas e a precisão dos manuscritos bíblicos antigos, bem como registros históricos e livros seculares nos dão provas suficientes para crer a Bíblia é verdadeira.




Divisão Bíblica

A Bíblia é composta por 66 livros: 39 no AT e 27 no NT. O AT é divido da seguinte forma:
Lei (ou Pentateuco): Gn, Ex, Lv, Nm e Dt;
Históricos: Js, Jz, Rt, 1Sm, 2Sm, 1Rs, 2Rs, 1Cr, 2Cr, Ed,  e Et.
Poéticos: Jó, Sl, Pv, Ec e Ct.
Profetas Maiores: Is, Jr, Lm, Ez e Dn.
Profetas Menores: Os, Jl, Am, Ob, Jn, Mq, Na, Hc, Sf, Ag, Zc e Ml.

O NT é divido assim:

Evangelhos: Mt, Mc, Lc e Jo;
Histórico: Atos dos Apóstolos;
Cartas Paulinas: Rm, 1Co, 2Co, Gl, Ef, Fp, Cl, 1Ts, 2Ts, 1Tm, 2Tm, Tt, Fm;
Cartas Gerais: Hb, Tg, 1Pe, 2Pe, 1Jo, 2Jo, 3Jo, Jd;
Profético: Ap.

Como estudar a Bíblia

- Sirva ativamente em sua igreja para aprender com outros cristãos (Cl 3.16);
- Esteja sob a autoridade das Escrituras para ser ensinado por elas, não as usando para apoiar suas opiniões pessoais (Hb 4.12-13);
- Leia a Bíblia para transformação de vida, não somente para ter informação mental (Jo 5.39-40);
- Leia a Bíblia com propósito de ter um relacionamento genuíno com Deus, não buscando a Deus na tentativa de apenas obter benefícios (Mt 7.21-23);
- Não simplesmente mergulhe nas palavras como literatura, mas deixe que as palavras entrem em você e transforme seu interior (Sl 119.9-11);
- Antes de ler a Bíblia, ore e peça orientação de Deus;
- Reserve um tempo todos os dias para ler a Bíblia.

20 de fev. de 2017

Boletim de Discipulado nº 010 – A Oração


O que é oração

É impossível conviver, conhecer e se relacionar com uma pessoa sem falar com ela. A comunicação é a base para os relacionamentos. Com Deus não é diferente. Se queremos ter comunhão com Ele e conhecê-Lo, precisamos firmar nosso relacionamento com Ele através da oração, que é o ato de falar com Deus.

Por saber o que é melhor para nós, o Senhor ordenou que orássemos (Is 55.6). Ou seja, a oração não é uma opção para o cristão; é indispensável para uma vida espiritual plena (Mt 7.7-8, Fp 4.6).





O que é feito na oração

Agradecimento (ou ação de graças) – oramos para agradecer a Deus por Suas obras em nossas vidas (Sl 147.7). Pela Salvação (Sl 118.21, Sl 35.9), pelo alimento (Jo 6.11) e por todas as coisas boas que o Senhor faz (Ef 5.20).

Súplica – também fazemos pedidos ao Senhor através da oração. Pedimos socorro quando estamos angustiados ou tristes (Sl 34.4). Pedimos sabedoria para aprendermos a viver corretamente aos olhos de Deus (Tg 1.5).

Adoração – na oração, buscamos a presença de Deus e vivemos experiências profundas no mundo espiritual. Esse assunto será tratado mais detalhadamente em um próximo boletim.

Intercessão – significa orar em favor de outras pessoas. É colocar-se diante de Deus tomando o lugar do outro e sentindo sua necessidade a ponto de lutar em oração até a vitória (1Tm 2.1, Tg 5.16).

Batalha espiritual – existem forças espirituais contrárias a Deus e ao cristão. Elas agem no coração e na mente, isto é, no mundo espiritual. Na oração, entramos em combate com essas forças. Estudaremos este assunto mais profundamente em um próximo boletim.

Como é feita a oração

Dirigida diretamente a Deus, sem mediadores – alguns segmentos religiosos oram (ou rezam) a entidades que são consideradas mediadores entre o homem e Deus. A bíblia ensina que Jesus é o único mediador (1 Tm 2.5), e ensina que devemos e podemos nos dirigir diretamente a Deus em oração (Mt 4.10).

Em espírito – é quando a oração é feita guiada pelo Espírito Santo e não é influenciada pela nossa natureza humana (desejos, vontades, egoísmo, ingenuidade, fraqueza, etc.). Quando isso acontece, a oração é cheia de vida e poder. Quando fazemos uma oração “automatizada”, vazia e cansada, não está sendo feita no Espírito (Ef 6.18, Jd 20).

Em santidade – ser santo significa ser “separado”. Essa separação acontece quando nos tornamos diferentes do mundo e semelhantes a Deus. Ou seja, a oração deve ser feita segundo a vontade e os padrões de Deus (1 Tm 2.8, Hb 10.22). Santidade é um tema que abordaremos mais profundamente em outro boletim.

De todo o coração, com dedicação – a oração é um momento sublime e deve ser feito com todo o zelo, com toda a seriedade. Muitas coisas de Deus deixam de acontecer em nossas vidas quando oramos superficialmente, sem uma entrega completa àquele momento de oração (Jr 29.12-13).

Com o coração cheio de fé—não podemos dar lugar à duvida, pois não há impossíveis para Deus (Mt 21.22, Lc 1.37)

Com sabedoria e entendimento (1Co 14.15)

Com sinceridade (Sl 17.1)

Causas de orações não respondidas

Motivação – quando nossa oração é feita fora da vontade de Deus, nossa motivação estará voltada à satisfação pessoal. Nesses casos, o Senhor não responde (Tg 4.3).

Vida impura e pecaminosa – uma pessoa distante dos padrões de Deus deixa impurezas entrar no seu coração. Dessa forma, Deus não atende à oração (Sl 66.18, Jo 9.31).

Jesus nos deu instruções sobre como orar e deixou um modelo de oração. Lembrando que é apenas um modelo; não deve ser usada de forma mecânica e repetitiva (Mt 6.5-13).