6 de abr. de 2015

Boletim de Discipulado nº 005 - O que é Batismo?



O exemplo e a ordenança de Cristo

Vimos nos Boletins 1 e 4 que o verdadeiro discípulo cristão deve imitar Jesus (Lc 6.40; 1Co 11.1). Jesus também foi batizado por João Batista para que toda a justiça fosse cumprida (Mt 3.13-17).

A Bíblia também nos mostra que o batismo é uma ordenança de Cristo (Mt 28.19).

Ele deixou a ordem e o exemplo para todos nós, discípulos. Devemos ser batizados e também dar continuidade a esta ordenança, batizando todos aqueles que desejam se tornar discípulos de Jesus.

Fica claro que o batismo não é uma opção para o cristão, uma vez que devemos obedecer todas as ordens de Cristo. Também não é uma garantia de salvação, pois o que salva é a graça de Jesus. A salvação depende de um coração transformado, e não de um simples mergulho. Ou seja, não adianta ao cristão se batizar e não viver uma vida santa aos olhos de Deus.

O simbolismo do batismo

A palavra batismo vem do grego e significa literalmente “mergulhar”. O ato simbólico do batismo de João Batista representava a lavagem interior que ocorre no coração quando a pessoa se arrepende e o novo rumo que ela toma na vida após essa transformação.

Leia Rm 6.3-4.

O batismo é a representação da morte e ressurreição: nossa natureza humana, pecaminosa e sem Deus, deve morrer e ser sepultada (submergir) para que a nova criatura possa nascer (emergir) para Deus.

Visão doutrinária Deus de Promessas

Baseada na Bíblia, a Comunidade Evangélica Deus de Promessas crê e aplica as seguintes doutrinas sobre o batismo:

Não batizamos crianças – o batismo é para remissão de pecados (At 22.16). A criança não tem pecado (MT 18.2-4), logo não pode ser batizada.

Não obrigamos o batismo – deve ser fruto de uma decisão pessoal, esclarecida e consciente. Quem crê em Jesus, deve crer porque decidiu crer, e não porque alguém o obrigou ou induziu (Mc 16.16).

Não negamos o batismo, porém buscamos esclarecer o candidato – em At 8.27-38, vemos o episódio em que Filipe ensina um homem sobre Jesus. A Bíblia não narra, mas certamente ele falou sobre batismo. O homem crê verdadeiramente e decide se batizar, e Filipe não o questiona sobre sua vida com Deus, apenas o batiza.

Batizamos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo – alguns seguimentos batizam somente em nome de Jesus, mas realizamos o batismo conforme as palavras de Cristo em Mt 28.19.

Batizamos por imersão, e em casos raros e específicos, por efusão – por imersão (mergulhar), pois é o fundamento bíblico (Mt 3.16), além da palavra batismo literalmente significar “mergulhar”. Por efusão (derramamento de água sobre a cabeça): realizamos este tipo de batismo na pessoa que esteja ou seja incapaz de se submeter à imersão. Exemplo: pessoa enferma em um leito de hospital.

Não fazemos batismos com aparência de entretenimento – alguns segmentos realizam batismos em tobogãs ou com atividades contrárias ao verdadeiro propósito e à devida importância da cerimônia do batismo (Mt 3.16-17, 1Ts 5.22, 1Co 10.31).

Batizamos em qualquer lugar – seja piscina, tanque, rio, lago ou mar, desde que as águas sejam capazes de submergir uma pessoa com segurança e higiene. Estudos mostram que na localidade onde Filipe batizou o eunuco (At 8.27-38) não havia rio ou lago. Provavelmente aquele batismo foi realizado em tanque ou cisterna.

Não “renovamos” batismo – há um só batismo (Ef 4.5), por isso, se a pessoa já foi batizada em alguma Igreja Evangélica Apostólica, não há necessidade de se batizar novamente, caso ela tenha se desviado e queira voltar para Deus. Se o “batismo” foi realizado em outra igreja que não tenha fundamento bíblico, logo não deve ser considerado. Neste caso, realizamos o batismo normalmente.

O menino e a moedinha
Por Pr. Rogerio Ricardo de Mello

Certa vez, o departamento de homens da Igreja programou um passeio a fim de envolver os recém chegados no grupo. Aproveitariam, também, para conhecerem os costumes e necessidades de determinados lugarejos e pequenas cidades da zona rural. Decidiram levar seus filhos pequenos para despertar neles o interesse pelas coisas de Deus e da Igreja.

Lá pelas tantas, o ônibus acabou tendo problemas de mecânica em um lugar deserto por causa das condições da estrada. Não havia um único mecânico entre os integrantes do grupo. Os celulares estavam sem sinal e o nervosismo ia tomando conta de todos. As idéias já haviam se esgotado.

No meio do grupo, podia-se notar um garotinho engraçado gesticulando para chamar a atenção deles. Mas todos os que o olhavam logo diziam para ele se calar. Porém, insistentemente ele erguia seu bracinho curto, e com seu dedo gordinho apontava para frente. Na outra mão segurava uma moeda. Até que alguém mais exaltado, com os nervos à flor da pele, grita: “o que você está querendo, garoto? Esta moeda pode ajudar em alguma coisa? Todos temos dinheiro!”.

Ele encolhe a mãozinha que segurava a moeda, mas continua apontando com o dedo gordinho. Nesse momento, alguém olha para a direção em que ele apontava e avista uma cabine telefônica daquelas que se pode fazer uma ligação com apenas uma moedinha. “Estamos salvos!”, gritam todos. E o menininho, timidamente, sorri.

Moral da história: Deus não precisa de muito para operar; com o mínimo de fé que você tem ele é capaz de fazer milagres.

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