O exemplo e a ordenança de Cristo
Vimos nos Boletins 1 e 4 que o
verdadeiro discípulo cristão deve imitar Jesus (Lc 6.40; 1Co 11.1). Jesus
também foi batizado por João Batista para que toda a justiça fosse cumprida (Mt
3.13-17).
A Bíblia também nos mostra que o
batismo é uma ordenança de Cristo (Mt 28.19).
Ele deixou a ordem e o exemplo
para todos nós, discípulos. Devemos ser batizados e também dar continuidade a
esta ordenança, batizando todos aqueles que desejam se tornar discípulos de
Jesus.
Fica claro que o batismo não é uma
opção para o cristão, uma vez que devemos obedecer todas as ordens de Cristo.
Também não é uma garantia de salvação, pois o que salva é a graça de Jesus. A
salvação depende de um coração transformado, e não de um simples mergulho. Ou
seja, não adianta ao cristão se batizar e não viver uma vida santa aos olhos de
Deus.
O simbolismo do batismo
A palavra batismo vem do
grego e significa literalmente “mergulhar”. O ato simbólico do batismo de João
Batista representava a lavagem interior que ocorre no coração quando a pessoa
se arrepende e o novo rumo que ela toma na vida após essa transformação.
Leia Rm 6.3-4.
O batismo é a representação da
morte e ressurreição: nossa natureza humana, pecaminosa e sem Deus, deve morrer
e ser sepultada (submergir) para que a nova criatura possa nascer (emergir)
para Deus.
Visão doutrinária Deus de
Promessas
Baseada na Bíblia, a
Comunidade Evangélica Deus de Promessas crê e aplica as seguintes doutrinas
sobre o batismo:
Não batizamos
crianças – o
batismo é para remissão de pecados (At 22.16). A criança não tem pecado (MT
18.2-4), logo não pode ser batizada.
Não obrigamos o
batismo – deve
ser fruto de uma decisão pessoal, esclarecida e consciente. Quem crê em Jesus,
deve crer porque decidiu crer, e não porque alguém o obrigou ou induziu
(Mc 16.16).
Não negamos o
batismo, porém buscamos esclarecer o candidato – em At 8.27-38, vemos o episódio
em que Filipe ensina um homem sobre Jesus. A Bíblia não narra, mas certamente
ele falou sobre batismo. O homem crê verdadeiramente e decide se batizar, e
Filipe não o questiona sobre sua vida com Deus, apenas o batiza.
Batizamos em nome
do Pai, do Filho e do Espírito Santo – alguns seguimentos batizam somente em nome de Jesus,
mas realizamos o batismo conforme as palavras de Cristo em Mt 28.19.
Batizamos por
imersão, e em casos raros e específicos, por efusão – por imersão (mergulhar), pois é
o fundamento bíblico (Mt 3.16), além da palavra batismo literalmente significar
“mergulhar”. Por efusão (derramamento de água sobre a cabeça): realizamos este
tipo de batismo na pessoa que esteja ou seja incapaz de se submeter à imersão.
Exemplo: pessoa enferma em um leito de hospital.
Não fazemos
batismos com aparência de entretenimento – alguns segmentos realizam batismos em tobogãs ou com
atividades contrárias ao verdadeiro propósito e à devida importância da
cerimônia do batismo (Mt 3.16-17, 1Ts 5.22, 1Co 10.31).
Batizamos em
qualquer lugar –
seja piscina, tanque, rio, lago ou mar, desde que as águas sejam capazes de
submergir uma pessoa com segurança e higiene. Estudos mostram que na localidade
onde Filipe batizou o eunuco (At 8.27-38) não havia rio ou lago. Provavelmente
aquele batismo foi realizado em tanque ou cisterna.
Não “renovamos”
batismo – há um
só batismo (Ef 4.5), por isso, se a pessoa já foi batizada em alguma Igreja
Evangélica Apostólica, não há necessidade de se batizar novamente, caso ela
tenha se desviado e queira voltar para Deus. Se o “batismo” foi realizado em
outra igreja que não tenha fundamento bíblico, logo não deve ser considerado.
Neste caso, realizamos o batismo normalmente.
O menino e a moedinha
Por Pr. Rogerio
Ricardo de Mello
Certa vez, o departamento de
homens da Igreja programou um passeio a fim de envolver os recém chegados no
grupo. Aproveitariam, também, para conhecerem os costumes e necessidades de
determinados lugarejos e pequenas cidades da zona rural. Decidiram levar seus
filhos pequenos para despertar neles o interesse pelas coisas de Deus e da
Igreja.
Lá pelas tantas, o ônibus acabou
tendo problemas de mecânica em um lugar deserto por causa das condições da
estrada. Não havia um único mecânico entre os integrantes do grupo. Os
celulares estavam sem sinal e o nervosismo ia tomando conta de todos. As idéias
já haviam se esgotado.
No meio do grupo, podia-se notar
um garotinho engraçado gesticulando para chamar a atenção deles. Mas todos os
que o olhavam logo diziam para ele se calar. Porém, insistentemente ele erguia
seu bracinho curto, e com seu dedo gordinho apontava para frente. Na outra mão
segurava uma moeda. Até que alguém mais exaltado, com os nervos à flor da pele,
grita: “o que você está querendo, garoto? Esta moeda pode ajudar em alguma
coisa? Todos temos dinheiro!”.
Ele encolhe a mãozinha que
segurava a moeda, mas continua apontando com o dedo gordinho. Nesse momento, alguém
olha para a direção em que ele apontava e avista uma cabine telefônica daquelas
que se pode fazer uma ligação com apenas uma moedinha. “Estamos salvos!”,
gritam todos. E o menininho, timidamente, sorri.
Moral da história: Deus não
precisa de muito para operar; com o mínimo de fé que você tem ele é capaz de
fazer milagres.
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