O Centro de nossas vidas
Cristão é o indivíduo do qual
Jesus Cristo é o centro de sua vida.
Quando aceitamos Jesus e Ele passa
a ser o centro de nossas vidas (Gl 2.20), deve haver uma mudança profunda em
nós. Quem mentia, já não deve mais mentir. Quem roubava, já não deve mais
roubar.
Infelizmente, vemos por aí vários
“pseudo-cristãos” (isto é, “cristãos de mentira”). Estas pessoas vão na igreja
todo domingo, carregam uma Bíblia em baixo do braço para lá e para cá, oram
gritando bem alto nos cultos, cantam louvores a Deus e falam em línguas
estranhas. Profetizam, usam roupas e cortes de cabelo que, aos seus olhos,
ostentam “santidade”. Porém, suas “profecias” são mentiras, pois não receberam
do Senhor. Carregam a Bíblia, mas não lêem nem entendem nada. Oram bem alto nos
cultos, mas, aos sussurros, falam mal do irmão. Vão à igreja todo domingo, mas
no resto da semana nem lembram de Deus em oração. Fingem ser santos, têm inveja
uns dos outros, brigam sem motivo e mentem que ouvem a voz de Deus. O centro de
suas vidas é o seu próprio egoísmo, pois buscam ser aplaudidos pelos homens,
ignorando os mandamentos de Deus.
O Cristão Verdadeiro
Existem características que Jesus
imprime em nosso coração quando permitimos que Ele seja o centro de nossas
vidas. Esses atributos são visíveis e diferenciam quem é e quem não é cristão.
O cristão verdadeiro:
- é santo: a palavra santidade
significa separação. O cristão é separado do mundo, é diferente, não segue
tendências. 1Pe 1.15-16;
- é autêntico: não dá lugar a
fingimentos ou falsidade. Rm 12.9; Tg
3.17.
- é humilde: não dá lugar à
soberba e não se considera auto-suficiente ou superior aos outros. Fp 2.3
- não profere palavras torpes:
suas palavras são para edificação e não para a ruína. Não fala palavrões. Ef
4.29; Cl 3.8
- tem intimidade com Deus: nunca
se afasta do Senhor. Está sempre buscando a Sua presença. Am 5.4; Tg 4.8
- é imitador de Cristo: busca
imitar Jesus em tudo. 1Co 11.1
- é submisso e obediente a Deus:
seguindo o exemplo de Jesus, o cristão se submete ao Pai. Fp 2.5-8
- nega a si mesmo: o cristão não
deve viver para seus próprios interesses e desejos. Pelo contrário, ele deve
viver para agradar a Deus. Lc 9.23
- tem amor: por seus irmãos e por
todas as pessoas. Rm 12.10; Jo 15.12; Lc 6.27-28
- se regozija em tudo: mesmo na
dificuldade, mantem-se alegre no Senhor. Fp 4.4
- tem paz com todos: se esforça
para ter e promover a paz com todos. Rm 12.18
- tem fé: pois é a “moeda de
troca” com Deus, é o combustível que move o sobrenatural. Hb 10.38
- é bondoso: no dia a dia, o
cristão sempre se mostra bondoso para com todos. 1Ts 5.15.
- é manso: gentil, paciente, não
briga por qualquer coisa. Mt 5.5; 2Tm
2.24; Ec 7.8
- é misericordioso: se compadece e
se preocupa com o próximo. MT 5.7
Estes são alguns
exemplos das características que definem um cristão verdadeiro. Com a leitura
da Bíblia e ao longo de nossa caminhada de fé, vamos aprendendo cada vez mais
sobre como ser um cristão verdadeiro aos olhos de Deus.
O exemplo de Felipe
No trecho de Jo
12.17-23, vemos que as pessoas já tinham ouvido
falar de Jesus, mas o que realmente queriam era vê-lo. Havia algo em Felipe que chamou a atenção daqueles gregos,
pois recorreram a ele sabendo que podia levá-los até Jesus.
Nos dias de hoje
não é diferente: as pessoas estão cansadas de ouvir; elas querem ver. As marcas
de Cristo em nós e nosso caráter cristão devem ser tão marcantes que transmitam
às pessoas a certeza de que andamos com Jesus e de que podemos apresentá-lo ao
mundo.
Ilustração
Uma proposta (ir)recusável
Um dia, certo
funcionário foi chamado ao gabinete do dono da empresa.
Sem meias
palavras, o empresário foi direto ao assunto:
– Estamos
reestruturando a empresa e precisamos de uma pessoa exatamente do seu perfil
para ocupar um importante cargo de gerência. Analisamos sua ficha e vimos que
só há um problema com você: você é cristão e o cargo é incompatível com a sua
fé, de modo que você terá que fazer uma opção entre a promoção no emprego e sua
religião. Mas você não precisa responder agora. Vá para casa, hoje é sexta-feira,
pense, e na segunda nos diga o que foi que decidiu.
O rapaz
foi para casa envolto no manto da dúvida, e naquele final de semana seu coração
virou um campo de batalha entre o certo e o errado.
Na
segunda-feira, foi encontrar-se com o dono, que lhe perguntou:
– E aí?
Qual é a sua decisão?
– Acho
que vou aceitar a proposta que me fez. Aceito a promoção.
O patrão
nem levantou a cabeça:
– Então,
vá imediatamente ao Departamento Pessoal. Você está demitido!
– Mas…
patrão, foi o senhor mesmo que me fez a proposta!
– Sim. Mas,
na verdade, estou procurando alguém de absoluta confiança para ocupar este
cargo. Se você foi capaz de, tão rapidamente, trair a sua consciência religiosa
e o seu Deus, quem me assegura que mais rapidamente ainda não trairá a empresa?

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