A queda do Homem
Nos capítulos 2 e 3 de Gênesis, a
Bíblia relata a criação do homem e da mulher, bem como o pecado e a queda do
ser humano. O plano original de Deus era que o homem vivesse em santidade e
comunhão com Ele, cuidando da terra e dos animais. A condição para que Adão e
Eva pudessem usufruir de uma vida plena no Éden era que eles não comessem do
fruto da árvore que lhes daria conhecimento do bem e do mal. Porém, quando eles
desobedeceram a Deus, foram expulsos do Éden. Como toda a humanidade é descendente
de Adão e Eva, todos sofreram as conseqüências do pecado deles: a separação de
Deus.
A reconciliação
A partir daí, vemos o homem se
corrompendo cada vez mais. E vemos o Senhor buscando se reconciliar com o homem
através de seus profetas (que transmitiam a mensagem de julgamento e de amor).
Deus usa Moisés para dar ao seu povo uma série de mandamentos e leis buscando
esta reconciliação: se o homem obedecesse Suas ordens, viveria uma vida plena.
Mas, caso desobedecesse, sofreria as conseqüências do pecado.
Mesmo com a Lei dada através de
Moisés, o povo de Deus continuava se corrompendo, e o Senhor continuava
enviando seus profetas para adverti-lo sobre as conseqüências do pecado e as
promessas de bênçãos mediante o arrependimento.
O Cordeiro de Deus
Como forma definitiva e
perfeita de reconciliação, Jesus, o Filho de Deus, se torna homem para se
entregar como sacrifício para a salvação da humanidade. Para entender a questão
do sacrifício, vejamos estes versículos:
“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a
vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”. Rm 6.23
“E quase todas as coisas, segundo a lei, se
purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão de
pecados”. Hb 9.22
“[…] pois o sangue é vida […]”. Dt 12.23
Se houver pecado sem
perdão, haverá morte (espiritual), pois esse é o resultado inevitável do
pecado. Por isso, para perdão dos pecados é preciso haver derramamento de
sangue, ou seja, a vida deve ser derramada para livrar da morte.
Conforme a Lei de Moisés
(Antigo Testamento), o sacerdote deveria sacrificar (derramar o sangue) de um
animal para que o pecado de alguém fosse perdoado. Geralmente esse animal era
um cordeiro, e obrigatoriamente deveria ser sem defeito algum. Hoje não é mais
assim, pois o Senhor Jesus, o Cordeiro de Deus, veio à Terra para se oferecer
como sacrifício perfeito e suficiente para perdoar o pecado de toda a humanidade
(Jo 1.29).
Mas afinal, o que é salvação?
O sangue (a vida) de Jesus derramado na cruz do Calvário tem o poder
de perdoar nossos pecados e nos salvar da morte espiritual. Basta crermos e
aceitarmos Jesus como nosso Senhor e Salvador, confessando nossos pecados a
Ele, que alcançaremos a salvação.
A Salvação é isto: o homem,
por sua natureza humana, é pecador. A justa recompensa pelo pecado seria que o
homem morresse (morte espiritual; separação de Deus; inferno). Porém, Jesus, o
único homem sem pecado, o único homem perfeito, morre em nosso lugar. Seu
sangue é derramado para a remissão dos pecados de todos aqueles que o aceitam
como Salvador e Senhor. A vida de Jesus é derramada em nós, Ele passa a habitar
em nosso coração e não há mais lugar
para o pecado em nossa vida.
Vida Eterna
Todo aquele que recebe ao Senhor
Jesus está salvo do pecado e da condenação do inferno. Isto quer dizer que seu
nome foi escrito no Livro da Vida e que essa pessoa passará a eternidade com
Deus. Isso é Vida Eterna! Só através de Jesus podemos alcançar a Vida Eterna.
A salvação e a vida eterna não podem ser alcançadas por esforços humanos.
Nossas obras, por melhores que sejam, não valem nada sem Jesus. Recebemos a
salvação e a vida eterna pela graça, que significa favor imerecido.
O trecho de Rm 5.6-21 resume
tudo o que foi tratado neste boletim:
O pai, o menino e o trem
Certo
dia, enquanto um homem saía para trabalhar, seu pequeno filho gritava-lhe o
nome, pedindo que o levasse junto ao trabalho. O pai não resistiu ao pedido de
seu filho e o levou para o trabalho. Os dois estavam muito felizes.
O
homem trabalhava em uma ponte de trilhos elevadiça, e sua função era erguê-la
para a passagem dos navios, ou baixá-la para a passagem dos trens. Por volta
das nove horas da manhã, o homem ouviu um apito e percebeu que se aproximava um
trem de passageiros (que geralmente transporta cerca de 200 pessoas).
Pensou
logo em baixar a ponte, mas viu que seu filhinho estava brincando no meio das
engrenagens. Entrou em desespero, pois não havia tempo para tirá-lo de lá. Ele
tinha que fazer a escolha mais difícil de sua vida em pouco tempo: salvar a
vida de seu filho ou salvar aquelas 200 pessoas, sacrificando seu filhinho.
Em
meio às lágrimas o homem sussurrou: “meu filho, me perdoe”; e então baixou a
ponte. Ele decidiu salvar aquelas pessoas que ele nem conhecia. Talvez pessoas
desonestas, mentirosas, soberbas. Mas decidiu sacrificar seu filho, um inocente
menininho cheio de amor.
Nesta
estória o homem representa Deus, e seu filho representa Jesus. Aquelas 200
pessoas representam você, sua família, seus amigos. Deus sacrificou seu único filho
para nos salvar.
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