23 de mar. de 2015

Boletim de Discipulado nº 003 - O que é Salvação e Vida Eterna?



A queda do Homem

Nos capítulos 2 e 3 de Gênesis, a Bíblia relata a criação do homem e da mulher, bem como o pecado e a queda do ser humano. O plano original de Deus era que o homem vivesse em santidade e comunhão com Ele, cuidando da terra e dos animais. A condição para que Adão e Eva pudessem usufruir de uma vida plena no Éden era que eles não comessem do fruto da árvore que lhes daria conhecimento do bem e do mal. Porém, quando eles desobedeceram a Deus, foram expulsos do Éden. Como toda a humanidade é descendente de Adão e Eva, todos sofreram as conseqüências do pecado deles: a separação de Deus.

A reconciliação

A partir daí, vemos o homem se corrompendo cada vez mais. E vemos o Senhor buscando se reconciliar com o homem através de seus profetas (que transmitiam a mensagem de julgamento e de amor). Deus usa Moisés para dar ao seu povo uma série de mandamentos e leis buscando esta reconciliação: se o homem obedecesse Suas ordens, viveria uma vida plena. Mas, caso desobedecesse, sofreria as conseqüências do pecado.

Mesmo com a Lei dada através de Moisés, o povo de Deus continuava se corrompendo, e o Senhor continuava enviando seus profetas para adverti-lo sobre as conseqüências do pecado e as promessas de bênçãos mediante o arrependimento.

O Cordeiro de Deus

Como forma definitiva e perfeita de reconciliação, Jesus, o Filho de Deus, se torna homem para se entregar como sacrifício para a salvação da humanidade. Para entender a questão do sacrifício, vejamos estes versículos:

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”. Rm 6.23

E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão de pecados. Hb 9.22

“[…] pois o sangue é vida […]”. Dt 12.23

Se houver pecado sem perdão, haverá morte (espiritual), pois esse é o resultado inevitável do pecado. Por isso, para perdão dos pecados é preciso haver derramamento de sangue, ou seja, a vida deve ser derramada para livrar da morte.

Conforme a Lei de Moisés (Antigo Testamento), o sacerdote deveria sacrificar (derramar o sangue) de um animal para que o pecado de alguém fosse perdoado. Geralmente esse animal era um cordeiro, e obrigatoriamente deveria ser sem defeito algum. Hoje não é mais assim, pois o Senhor Jesus, o Cordeiro de Deus, veio à Terra para se oferecer como sacrifício perfeito e suficiente para perdoar o pecado de toda a humanidade (Jo 1.29).

Mas afinal, o que é salvação?

O sangue (a vida) de Jesus derramado na cruz do Calvário tem o poder de perdoar nossos pecados e nos salvar da morte espiritual. Basta crermos e aceitarmos Jesus como nosso Senhor e Salvador, confessando nossos pecados a Ele, que alcançaremos a salvação.
A Salvação é isto: o homem, por sua natureza humana, é pecador. A justa recompensa pelo pecado seria que o homem morresse (morte espiritual; separação de Deus; inferno). Porém, Jesus, o único homem sem pecado, o único homem perfeito, morre em nosso lugar. Seu sangue é derramado para a remissão dos pecados de todos aqueles que o aceitam como Salvador e Senhor. A vida de Jesus é derramada em nós, Ele passa a habitar em nosso coração  e não há mais lugar para o pecado em nossa vida.

Vida Eterna

Todo aquele que recebe ao Senhor Jesus está salvo do pecado e da condenação do inferno. Isto quer dizer que seu nome foi escrito no Livro da Vida e que essa pessoa passará a eternidade com Deus. Isso é Vida Eterna! Só através de Jesus podemos alcançar a Vida Eterna.

A salvação e a vida eterna não podem ser alcançadas por esforços humanos. Nossas obras, por melhores que sejam, não valem nada sem Jesus. Recebemos a salvação e a vida eterna pela graça, que significa favor imerecido.

O trecho de Rm 5.6-21 resume tudo o que foi tratado neste boletim:

O pai, o menino e o trem

Certo dia, enquanto um homem saía para trabalhar, seu pequeno filho gritava-lhe o nome, pedindo que o levasse junto ao trabalho. O pai não resistiu ao pedido de seu filho e o levou para o trabalho. Os dois estavam muito felizes.
O homem trabalhava em uma ponte de trilhos elevadiça, e sua função era erguê-la para a passagem dos navios, ou baixá-la para a passagem dos trens. Por volta das nove horas da manhã, o homem ouviu um apito e percebeu que se aproximava um trem de passageiros (que geralmente transporta cerca de 200 pessoas).
Pensou logo em baixar a ponte, mas viu que seu filhinho estava brincando no meio das engrenagens. Entrou em desespero, pois não havia tempo para tirá-lo de lá. Ele tinha que fazer a escolha mais difícil de sua vida em pouco tempo: salvar a vida de seu filho ou salvar aquelas 200 pessoas, sacrificando seu filhinho.
Em meio às lágrimas o homem sussurrou: “meu filho, me perdoe”; e então baixou a ponte. Ele decidiu salvar aquelas pessoas que ele nem conhecia. Talvez pessoas desonestas, mentirosas, soberbas. Mas decidiu sacrificar seu filho, um inocente menininho cheio de  amor.
Nesta estória o homem representa Deus, e seu filho representa Jesus. Aquelas 200 pessoas representam você, sua família, seus amigos. Deus sacrificou seu único filho para nos salvar.



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