13 de abr. de 2015

Boletim de Discipulado nº 006 - A Santa Ceia do Senhor



O exemplo e a ordenança de Cristo

Assim como no Batismo, Jesus ordenou que celebrássemos a Santa Ceia do Senhor. Algumas horas antes do momento da Sua morte, Jesus celebrou a última ceia com seus discípulos. Ali, Ele nos deu o exemplo e institui a Santa Ceia do Senhor. O batismo nas águas e a Santa Ceia do Senhor são as duas grandes ordenanças do Senhor Jesus para Sua Igreja.

O simbolismo da Santa Ceia do Senhor

Na Santa Ceia estão presentes dois elementos: o pão e o vinho (suco de uva).

O pão simboliza o corpo de Jesus, que foi entregue na cruz para a nossa salvação. O pão deve ser sem fermento, pois na Bíblia o fermento simboliza a impureza. Como o nosso Senhor Jesus foi entregue como sacrifício perfeito e sem pecado, nada melhor do que o pão sem fermento para representar seu corpo. Mt 26.26.

Já o fruto da videira (suco de uva) representa o Seu Sangue, que foi derramado para remissão de nossos pecados. Mt 26.27-28.

O propósito da Santa Ceia está expresso em 1Co 11.24-26: devemos participar dela em memória de Jesus, anunciando Sua morte até que Ele venha. Ou seja, quando participamos da Ceia do Senhor, devemos ter bem claro em nossa mente o motivo que está nos levando a celebrar este ato tão solene. Devemos refletir sobre os momentos terríveis que Jesus passou para que pudéssemos ser livres e salvos. Devemos, com isso, anunciar Sua morte, mas sobretudo anunciar Sua vitória sobre a morte (a ressurreição). Por fim, também devemos fazer menção de Sua grande promessa: Ele virá uma segunda vez a esta Terra para buscar Sua Igreja.


Visão doutrinária Deus de Promessas

Baseada na Bíblia, a Comunidade Evangélica Deus de Promessas crê e aplica as seguintes doutrinas sobre a Santa Ceia:

Só recebe o pão e o cálice quem é batizado nas águas A Ceia é para quem tomou a decisão de viver para Cristo e deve ser celebrada com entendimento. Se a pessoa não é batizada, subentende-se que ela ainda não decidiu confessar publicamente a sua fé ou ainda não tem o entendimento sobre as ordenanças de Deus. A Ceia é para os salvos, cristãos em comunhão com Deus, ou seja, batizados (Mc 16.16).

Só recebe o pão e o cálice quem está em comunhão com Deus e com a Igreja – o cristão deve buscar ter comunhão com Deus (oração, Bíblia, conduta, postura) e com a Igreja (freqüência nos cultos, envolvimento, dedicação). A Santa Ceia é um momento de comunhão entre irmãos e também entre a Igreja e Cristo (At 2.42)

Não participamos de Ceias ministradas pela TV, internet, rádio ou outro meio de comunicação – esta celebração deve ser feita na Igreja. Os textos de 1Co 11.21-22 e 33 nos mostram que os irmãos devem participar juntos na Igreja.

Não fazemos da Ceia um momento de descontração ou entretenimento – é um momento sério, de comunhão espiritual e de reflexão (1Co 11.20-34).

Esperamos uns pelos outros – prezamos pela ordem, pois o Espírito de Deus é ordeiro. Se cada um tomar sua Ceia do seu modo e a seu tempo, reinará a desordem (1Co 11.33).

Alertamos sobre a necessidade de se examinar a si mesmo, para não participar indignamente – é preciso entender o propósito e o simbolismo da Santa Ceia para que nossa consciência nos leve a fazer uma auto-análise sincera e profunda. Devemos participar da ceia dignamente, ou seja, com nossa vida espiritual saudável e agradável a Deus, sabendo exatamente o motivo e o propósito da Ceia do Senhor (1Co 11.27-32).

Estão aptos ministrar a Santa Ceia: os pastores da Igreja e suas esposas, o ministério de diaconato ou obreiro/ irmão que o pastor designar (Ef 4.11).

Não oferecemos a Ceia para crianças, pelo mesmo motivo pelo qual não são batizadas (ver Boletim nº 005).

Ministramos Ceia individual em residências, hospitais ou outros locais somente em casos excepcionais, quando o irmão está incapacitado de comparecer no culto de celebração da Santa Ceia. 

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