30 de mar. de 2015

Boletim de Discipulado nº 004 - O que é ser Cristão?



O Centro de nossas vidas

Cristão é o indivíduo do qual Jesus Cristo é o centro de sua vida.

Quando aceitamos Jesus e Ele passa a ser o centro de nossas vidas (Gl 2.20), deve haver uma mudança profunda em nós. Quem mentia, já não deve mais mentir. Quem roubava, já não deve mais roubar.

Infelizmente, vemos por aí vários “pseudo-cristãos” (isto é, “cristãos de mentira”). Estas pessoas vão na igreja todo domingo, carregam uma Bíblia em baixo do braço para lá e para cá, oram gritando bem alto nos cultos, cantam louvores a Deus e falam em línguas estranhas. Profetizam, usam roupas e cortes de cabelo que, aos seus olhos, ostentam “santidade”. Porém, suas “profecias” são mentiras, pois não receberam do Senhor. Carregam a Bíblia, mas não lêem nem entendem nada. Oram bem alto nos cultos, mas, aos sussurros, falam mal do irmão. Vão à igreja todo domingo, mas no resto da semana nem lembram de Deus em oração. Fingem ser santos, têm inveja uns dos outros, brigam sem motivo e mentem que ouvem a voz de Deus. O centro de suas vidas é o seu próprio egoísmo, pois buscam ser aplaudidos pelos homens, ignorando os mandamentos de Deus.

O Cristão Verdadeiro

Existem características que Jesus imprime em nosso coração quando permitimos que Ele seja o centro de nossas vidas. Esses atributos são visíveis e diferenciam quem é e quem não é cristão. O cristão verdadeiro:

- é santo: a palavra santidade significa separação. O cristão é separado do mundo, é diferente, não segue tendências. 1Pe 1.15-16;
- é autêntico: não dá lugar a fingimentos ou falsidade. Rm  12.9; Tg 3.17.
- é humilde: não dá lugar à soberba e não se considera auto-suficiente ou superior aos outros. Fp 2.3
- não profere palavras torpes: suas palavras são para edificação e não para a ruína. Não fala palavrões. Ef 4.29; Cl 3.8
- tem intimidade com Deus: nunca se afasta do Senhor. Está sempre buscando a Sua presença. Am 5.4; Tg 4.8
- é imitador de Cristo: busca imitar Jesus em tudo. 1Co 11.1
- é submisso e obediente a Deus: seguindo o exemplo de Jesus, o cristão se submete ao Pai. Fp 2.5-8
- nega a si mesmo: o cristão não deve viver para seus próprios interesses e desejos. Pelo contrário, ele deve viver para agradar a Deus. Lc 9.23
- tem amor: por seus irmãos e por todas as pessoas. Rm 12.10; Jo 15.12; Lc 6.27-28
- se regozija em tudo: mesmo na dificuldade, mantem-se alegre no Senhor. Fp 4.4
- tem paz com todos: se esforça para ter e promover a paz com todos. Rm 12.18
- tem fé: pois é a “moeda de troca” com Deus, é o combustível que move o sobrenatural. Hb 10.38
- é bondoso: no dia a dia, o cristão sempre se mostra bondoso para com todos. 1Ts 5.15.
- é manso: gentil, paciente, não briga por qualquer coisa. Mt 5.5;  2Tm 2.24; Ec 7.8
- é misericordioso: se compadece e se preocupa com o próximo. MT 5.7
                                
Estes são alguns exemplos das características que definem um cristão verdadeiro. Com a leitura da Bíblia e ao longo de nossa caminhada de fé, vamos aprendendo cada vez mais sobre como ser um cristão verdadeiro aos olhos de Deus.

O exemplo de Felipe

No trecho de Jo 12.17-23, vemos que as pessoas já tinham ouvido falar de Jesus, mas o que realmente queriam era vê-lo. Havia algo em Felipe que chamou a atenção daqueles gregos, pois recorreram a ele sabendo que podia levá-los até Jesus.

Nos dias de hoje não é diferente: as pessoas estão cansadas de ouvir; elas querem ver. As marcas de Cristo em nós e nosso caráter cristão devem ser tão marcantes que transmitam às pessoas a certeza de que andamos com Jesus e de que podemos apresentá-lo ao mundo.

Ilustração
Uma proposta (ir)recusável

Um dia, certo funcionário foi chamado ao gabinete do dono da empresa.
Sem meias palavras, o empresário foi direto ao assunto:
– Estamos reestruturando a empresa e precisamos de uma pessoa exatamente do seu perfil para ocupar um importante cargo de gerência. Analisamos sua ficha e vimos que só há um problema com você: você é cristão e o cargo é incompatível com a sua fé, de modo que você terá que fazer uma opção entre a promoção no emprego e sua religião. Mas você não precisa responder agora. Vá para casa, hoje é sexta-feira, pense, e na segunda nos diga o que foi que decidiu.
O rapaz foi para casa envolto no manto da dúvida, e naquele final de semana seu coração virou um campo de batalha entre o certo e o errado.
Na segunda-feira, foi encontrar-se com o dono, que lhe perguntou:
– E aí? Qual é a sua decisão?
– Acho que vou aceitar a proposta que me fez. Aceito a promoção.
O patrão nem levantou a cabeça:
– Então, vá imediatamente ao Departamento Pessoal. Você está demitido!
– Mas… patrão, foi o senhor mesmo que me fez a proposta!
– Sim. Mas, na verdade, estou procurando alguém de absoluta confiança para ocupar este cargo. Se você foi capaz de, tão rapidamente, trair a sua consciência religiosa e o seu Deus, quem me assegura que mais rapidamente ainda não trairá a empresa?

23 de mar. de 2015

Boletim de Discipulado nº 003 - O que é Salvação e Vida Eterna?



A queda do Homem

Nos capítulos 2 e 3 de Gênesis, a Bíblia relata a criação do homem e da mulher, bem como o pecado e a queda do ser humano. O plano original de Deus era que o homem vivesse em santidade e comunhão com Ele, cuidando da terra e dos animais. A condição para que Adão e Eva pudessem usufruir de uma vida plena no Éden era que eles não comessem do fruto da árvore que lhes daria conhecimento do bem e do mal. Porém, quando eles desobedeceram a Deus, foram expulsos do Éden. Como toda a humanidade é descendente de Adão e Eva, todos sofreram as conseqüências do pecado deles: a separação de Deus.

A reconciliação

A partir daí, vemos o homem se corrompendo cada vez mais. E vemos o Senhor buscando se reconciliar com o homem através de seus profetas (que transmitiam a mensagem de julgamento e de amor). Deus usa Moisés para dar ao seu povo uma série de mandamentos e leis buscando esta reconciliação: se o homem obedecesse Suas ordens, viveria uma vida plena. Mas, caso desobedecesse, sofreria as conseqüências do pecado.

Mesmo com a Lei dada através de Moisés, o povo de Deus continuava se corrompendo, e o Senhor continuava enviando seus profetas para adverti-lo sobre as conseqüências do pecado e as promessas de bênçãos mediante o arrependimento.

O Cordeiro de Deus

Como forma definitiva e perfeita de reconciliação, Jesus, o Filho de Deus, se torna homem para se entregar como sacrifício para a salvação da humanidade. Para entender a questão do sacrifício, vejamos estes versículos:

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”. Rm 6.23

E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão de pecados. Hb 9.22

“[…] pois o sangue é vida […]”. Dt 12.23

Se houver pecado sem perdão, haverá morte (espiritual), pois esse é o resultado inevitável do pecado. Por isso, para perdão dos pecados é preciso haver derramamento de sangue, ou seja, a vida deve ser derramada para livrar da morte.

Conforme a Lei de Moisés (Antigo Testamento), o sacerdote deveria sacrificar (derramar o sangue) de um animal para que o pecado de alguém fosse perdoado. Geralmente esse animal era um cordeiro, e obrigatoriamente deveria ser sem defeito algum. Hoje não é mais assim, pois o Senhor Jesus, o Cordeiro de Deus, veio à Terra para se oferecer como sacrifício perfeito e suficiente para perdoar o pecado de toda a humanidade (Jo 1.29).

Mas afinal, o que é salvação?

O sangue (a vida) de Jesus derramado na cruz do Calvário tem o poder de perdoar nossos pecados e nos salvar da morte espiritual. Basta crermos e aceitarmos Jesus como nosso Senhor e Salvador, confessando nossos pecados a Ele, que alcançaremos a salvação.
A Salvação é isto: o homem, por sua natureza humana, é pecador. A justa recompensa pelo pecado seria que o homem morresse (morte espiritual; separação de Deus; inferno). Porém, Jesus, o único homem sem pecado, o único homem perfeito, morre em nosso lugar. Seu sangue é derramado para a remissão dos pecados de todos aqueles que o aceitam como Salvador e Senhor. A vida de Jesus é derramada em nós, Ele passa a habitar em nosso coração  e não há mais lugar para o pecado em nossa vida.

Vida Eterna

Todo aquele que recebe ao Senhor Jesus está salvo do pecado e da condenação do inferno. Isto quer dizer que seu nome foi escrito no Livro da Vida e que essa pessoa passará a eternidade com Deus. Isso é Vida Eterna! Só através de Jesus podemos alcançar a Vida Eterna.

A salvação e a vida eterna não podem ser alcançadas por esforços humanos. Nossas obras, por melhores que sejam, não valem nada sem Jesus. Recebemos a salvação e a vida eterna pela graça, que significa favor imerecido.

O trecho de Rm 5.6-21 resume tudo o que foi tratado neste boletim:

O pai, o menino e o trem

Certo dia, enquanto um homem saía para trabalhar, seu pequeno filho gritava-lhe o nome, pedindo que o levasse junto ao trabalho. O pai não resistiu ao pedido de seu filho e o levou para o trabalho. Os dois estavam muito felizes.
O homem trabalhava em uma ponte de trilhos elevadiça, e sua função era erguê-la para a passagem dos navios, ou baixá-la para a passagem dos trens. Por volta das nove horas da manhã, o homem ouviu um apito e percebeu que se aproximava um trem de passageiros (que geralmente transporta cerca de 200 pessoas).
Pensou logo em baixar a ponte, mas viu que seu filhinho estava brincando no meio das engrenagens. Entrou em desespero, pois não havia tempo para tirá-lo de lá. Ele tinha que fazer a escolha mais difícil de sua vida em pouco tempo: salvar a vida de seu filho ou salvar aquelas 200 pessoas, sacrificando seu filhinho.
Em meio às lágrimas o homem sussurrou: “meu filho, me perdoe”; e então baixou a ponte. Ele decidiu salvar aquelas pessoas que ele nem conhecia. Talvez pessoas desonestas, mentirosas, soberbas. Mas decidiu sacrificar seu filho, um inocente menininho cheio de  amor.
Nesta estória o homem representa Deus, e seu filho representa Jesus. Aquelas 200 pessoas representam você, sua família, seus amigos. Deus sacrificou seu único filho para nos salvar.



16 de mar. de 2015

Boletim de Discipulado nº 002 - Deus, Jesus e Espírito Santo



Sabedoria Humana



A sabedoria, a ciência e a inteligência humanas, mesmo sendo complexas e bonitas, são limitadas. Para entender a essência de Deus e das coisas espirituais, não podemos nos firmar na sabedoria humana. Todo aquele que busca entender as coisas de Deus através do conhecimento humano, se frustra e permanece sem entender nada.



Este boletim trata de um assunto que muitas vezes gera dúvida nas pessoas. É um tema sobre a essência de Deus. Por isso, não pode ser interpretado com nossas percepções humanas.



Por isso, é importante iniciar este estudo sabendo que precisamos pedir a Deus que ilumine o nosso coração e a nossa mente.



O Discipulador



Existem muitos temas bíblicos (a maioria) que não podem ser interpretados literalmente pela inteligência humana. Sabemos também que é possível aos homens alcançar um nível de intimidade com Deus tal que eles conseguem ter entendimento profundo e espiritual desses temas. O seu discipulador (pastor) foi escolhido e capacitado por Deus para ter esse entendimento profundo. Ele faz com que se tornem simples os assuntos que pareciam tão difíceis de entender. Por isso, não fique em dúvida quanto a nenhum assunto, e também não crie conceitos antes de debater com seu discipulador.




Único Deus

Em Isaías 45.5 é dito: “Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há Deus […]”. É comum ouvirmos das pessoas que “Deus está em todas as religiões”. Porém, não é isto que a Palavra de Deus diz na passagem acima e em tantas outras (1 Co 8.4; Dt 6.4). O nosso Deus, o Deus da Bíblia, é único. Só Ele é digno de adoração. Só a Ele o ser humano deve prestar culto.



Três Pessoas



Apesar de ser um Deus Único, a Bíblia fala claramente em três pessoas: Deus Pai, Jesus e Espírito Santo. Fala também que os três são dignos de louvor e de adoração.



Estaria a Bíblia se contradizendo?



De maneira nenhuma. O que acontece aqui é o que foi falado no início deste boletim: não podemos tentar entender Deus através da nossa sabedoria e através daquilo que estamos acostumados a ver nesta vida. Aqui na Terra, uma pessoa é uma pessoa e pronto! Mas se tratando de Deus, Ele é um Único Deus que existe através de três pessoas.



Deus é um com Jesus. Jesus é um com o Espírito Santo. O Espírito Santo é um com Deus. Eis a essência de Deus, difícil de ser entendida pela mente humana, mas facilmente sentida quando deixamos nosso coração e nossos sentidos espirituais sensíveis.



Deus, o Pai



Ele é o Criador de tudo, a figura paterna que sempre amou e buscou aproximação com a humanidade. Algumas características de Deus:



- Amoroso (Jo 3.16)

- Compassivo, Misericordioso (Ex 34.6)

- Justo (Sl 11.7)

- Todo Poderoso (Ap 1.8)

- Vivo (At 14.15)

- Santo (Lv 20.26)



Jesus, o Filho de Deus



Para salvar a humanidade de seu pecado, Deus enviou Seu Filho para que se tornasse homem e morresse no lugar dos pecadores, recebendo a condenação. Jesus é a personificação de Deus como Homem.



- Autoridade (Mt 28.18)

- Obediente (Fp 2.8)

- Salvador (Lc 2.11)

- Amoroso (Ef 5.2)



Espírito Santo, o Consolador



Quando Jesus voltou para o Céu após a ressurreição, o Espírito Santo desceu sobre os homens. Hoje é Ele quem nos consola (Jo 14.16-17), nos convence (Jo 16.8-11) e nos guia (Jo 16.13). 





Espírito Santo, muito mais que um personagem bíblico

Por Pr. Rogerio de Mello



Falamos do que estamos cheios.

Um homem cheio de jornais – fala de notícias.

Uma mulher cheia de novela – fala de novelas.

Um jovem cheio de programação de humor – fala coisas engraçadas.

Alguém cheio do Espírito Santo – fala de Jesus.

O Espírito Santo glorifica a Deus.

Como o namorado tem saudade de sua amada, assim o cristão deveria ter saudade de seu Deus. Deveria desejar passar o maior tempo possível com Ele.

Quem dera contássemos as horas para falar com o Espírito Santo, assim como com a pessoa amada.

Quando sentirmos vontade ardente de orar a qualquer hora; quando preferirmos estar com Ele ao invés de estar com qualquer outra coisa; então estaremos no caminho certo.

Só sairemos da superficialidade quando o Espírito Santo estiver profundamente em nós.

O Espírito Santo quer ser um amigo pessoal de todas as horas.

Nas reuniões de domingo, Deus se mostra a nós; na segunda-feira Ele espera que O mostremos aos outros.


9 de mar. de 2015

Boletim de Discipulado nº 001 - O que é Discipulado?

Que a paz do Senhor Jesus esteja contigo!
Iniciamos em 08.03.2015 um projeto em nossa igreja (Comunidade Evangélica Deus de Promessas) chamado "Formando Discípulos". Ele funciona da seguinte maneira: todo domingo entregamos aos irmãos um Boletim de Discipulado que trata de um tema importante para a vida diária do cristão e seu crescimento espiritual. No decorrer da semana, os irmãos estudam o assunto e as dúvidas são debatidas com os discipuladores (pastores) em momentos de comunhão nas casas ou na igreja. Essa interação informal fortalece laços ao mesmo tempo em que proporciona crescimento aos discípulos.
Estaremos, toda a segunda-feira, postando o conteúdo dos Boletins de Discipulado para que você possa acompanhar os temas e deixar seus comentários.
Hoje, Boletim de Discipulado nº 001 - O que é Discipulado?

Você, Discípulo



No momento em que você aceitou a Jesus como Senhor e Salvador de sua vida, entregando seu coração a Ele e decidindo fazer parte de Sua Igreja, você deu início a uma jornada que durará até o fim de sua vida. É a jornada de discípulo de Jesus Cristo. Por mais maduro e experiente que um cristão possa ser, todo o dia ele poderá aprender algo novo com Deus.


Nesta jornada de aprendizado constante, o Senhor não deixará você desamparado. Haverá uma pessoa que ensinará você a “ser um discípulo”.



O Discipulado



Quando veio à Terra como homem, Jesus investiu muito do Seu tempo ensinando aqueles que o seguiam. Ele estava discipulando aqueles homens, ou seja, ensinando-os a ser discípulos.


Discípulo é toda pessoa que aprende de um mestre e o segue.


O discipulado, então, pode ser entendido como o ato de ensinar alguém a ser discípulo. É o ato de transmitir os ensinamentos do Mestre e ensinar a segui-Lo.


Podemos entender, então, que em nossa jornada como cristãos estaremos sempre participando do processo de discipulado, pois dia após dia aprendemos mais sobre o Mestre Jesus.



A Grande Comissão



Jesus nos comissionou, ou seja, nos deixou uma grande missão: fazer discípulos. Os doze apóstolos receberam instrução pessoalmente por Jesus. Estes doze apóstolos repassaram os mandamentos do Mestre a outros discípulos, que, por sua vez, transmitiram a outras pessoas. Assim, sucessivamente, os ensinamentos de Jesus foram repassados de geração em geração até os nossos dias. E nós devemos dar continuidade a esta grande missão.



O Discipulador



É nesse contexto que entra a figura do discipulador, que é o termo usado para se referir ao irmão (obreiro, presbítero, pastor, etc.) que será o encarregado de dar todo o suporte (espiritual e pessoal) ao discípulo em sua jornada.


Por isso, dizemos que somos uma Igreja baseada nos fundamentos apostólicos, que são os ensinamentos que os apóstolos receberam de Jesus e transmitiram à Igreja.


Na Bíblia, vemos que o relacionamento entre discípulos e discipuladores era de cumplicidade, companheirismo, sinceridade e amor. O discipulador abre as portas de sua vida e abre mão de seu tempo em prol do discípulo. E o discípulo reconhece, se submete e se compromete com o discipulador.



O Verdadeiro Discípulo



Algumas passagens bíblicas mostram “requisitos” para ser um discípulo verdadeiro:


- reconhecer Jesus como Senhor e Salvador (Jo 13.13, Mc 8.29);


- negar a si mesmo (Mc 8.34);


- imitá-Lo e procurar a Sua instrução

(Mt 10.24-25, Lc 6.40, Jo 13.12-15, 1Pe 2.21);


- segui-Lo com lealdade (Lc 14.25-27)



O Discipulado Deus de Promessas



O discipulado em nossa Igreja acontecerá através destes boletins, que serão o ponto de partida para o contato entre discípulo e discipulador. Todo domingo, o discípulo receberá um boletim com um assunto de grande importância para seu crescimento espiritual. Esse assunto será tratado de forma resumida, abrindo portas para um diálogo com o discipulador. Por isso, se ficou curioso ou com dúvidas sobre o assunto do boletim, vá correndo falar com seu discipulador! Certamente ambos poderão crescer juntos na unidade e na graça de Jesus.



Ilustração
Cesto de Junco não retém Água



Um discípulo chegou para seu mestre e perguntou: “Mestre, por que devemos  ler a Palavra de Deus se nós não conseguimos memorizar tudo?”

O mestre não respondeu imediatamente, mas ficou olhando para o horizonte por alguns minutos. Então, ordenou ao discípulo: “Pegue aquele cesto de junco, desça até o riacho, encha o cesto de água e traga até aqui.”

O discípulo olhou para o cesto sujo e achou muito estranha a ordem do mestre. Mas, mesmo assim, obedeceu. Pegou o cesto, desceu os cem degraus da escadaria que levava até o riacho, encheu o cesto de água e começou a subir de volta. 

Como o cesto era todo cheio de furos, a água foi escorrendo e quando o jovem chegou no topo da escadaria já não restava um pingo d’água. O mestre perguntou: “Então, meu filho, o que você aprendeu?”

O discípulo olhou para o cesto vazio e disse, jocosamente: “Aprendi que cesto de junco não retém água”.

O mestre ordenou-lhe que repetisse o processo, e o jovem discípulo o fez por mais dez vezes, pois sempre quando questionado, respondia: “cesto de junco não retém água”.

Na décima segunda vez, o jovem já estava desesperadamente exausto de tanto descer e subir as escadarias.  Porém, quando o mestre lhe indagou de novo, o discípulo, olhando para o cesto, percebeu  admirado: “O cesto está limpo! Apesar de não reter a água, a repetição constante de encher o cesto acabou por deixá-lo limpo!”.  
 O mestre, por fim, concluiu: “Não importa se você não consegue decorar todas as passagens da Bíblia que você lê. O que importa, na verdade, é que neste processo a sua mente, o seu coração e a sua vida sejam lavados”. 

26 de out. de 2014

Dez Conselhos para Fugir da Sensualidade

1 – Evite más companhias – se você andar com elas ficará dominado por elas – II Co 6.17;



 2 – Evite o segundo olhar – você talvez não possa controlar o primeiro, mas pode evitar o segundo (que se torna cobiça);



3 – Discipline suas conversas – evite piadas e histórias com sentido duvidoso. As más conversações corrompem os bons costumes;



4 – Cuidado com a maneira de se vestir – a roupa não leva para o inferno, mas expressa quem você é. Vista-se como se Jesus fosse seu acompanhante;



5 – Escolha com bom senso e espiritualidade seus programas de TV;




6 – Muita atenção com o que você lê;



7 – Cuidado com seu tempo de folga – as tentações geralmente vem nestas horas;



8 – Faça uma regra de nunca se envolver em namoro pesado. Cristãos deveriam orar antes de cada encontro. O poder de Deus também está em dizer NÃO;



9 – Gaste muito tempo com as escrituras. O salmista disse: “guardo no meu coração a Tua Palavra para não pecar contra Ti” (Sl 119.11);



10 – Tenha Jesus Cristo em seu coração e na sua vida. A fé e a Palavra tem o poder de te fazer forte (1 Jo 2.14).


Autor: Pr. Rogerio d'Mello.

23 de out. de 2014

A arte de confiar em Deus


Em um pequeno vilarejo de camponeses, lugar esquecido do restante do mundo (ou desconhecido), numa certa manhã de primavera, os moradores do lugar depararam-se com um estrangeiro no centro da praça. Admirados, foram logo indagando o que ele fazia ali. O viajante, todo gaboso, passou a narrar que vinha de reinos distantes e que conhecia bem a nobreza. Subitamente é interrompido por uma voz alarmada que lhe diz:

“Mas então o que vieste fazer aqui?! Olhe à sua volta! O que temos para te oferecer? Estamos arruinados, e logo não ficará mais nada aqui para contar a história. Tínhamos tudo aqui; muita fartura. Éramos felizes; até que nossas fontes de águas foram, uma a uma, se esgotando até ficar assim. Nossas plantações morreram; nossa terra, ressequida, não produz nada. Olhe nossos animais! O que restou? Há muito tempo não chove, e quando chove não é o suficiente para encher nossas cisternas. Estamos sem esperança... conta a lenda que lá no topo do monte existiu uma fonte de águas cristalinas, que durante dezenas, talvez centenas de anos abastecia toda a cidade, passando bem pelo meio de nosso vilarejo. Mas um dia, sem explicação, uma grande pedra caiu, tapando a saída da fonte. Muitos de nossos jovens já tentaram escalar o monte tentando salvar a aldeia, mas a trajetória até lá é muito difícil e muitos deles nunca  retornaram. Estamos perdidos!”
O jovem viajante apenas ouvia. Em seguida, arrumou suas coisas e foi se arranjando por qualquer lugar.

Na manhã seguinte, despedindo-se dos que por ali passavam, seguiu seu destino. Passando-se alguns dias (já quase ninguém lembrava do estrangeiro), o vilarejo é surpreendido por um novo acontecimento. Barulho de água; muita água. Das janelas de suas casas as pessoas contemplavam o que, sem explicação, estava acontecendo. E gritavam: “Impossível! Impossível”. Até que o jovem viajante aparece dizendo a todos:

“Perdoem-me, eu não sabia que era impossível; fui lá e fiz.”

                Mesmo quando tudo parecer perdido             
                E você já não tiver força alguma para continuar
                Não desista
                Você sempre poderá ir além do que já foi

Pr. Rogerio d'Mello


Mc 9.23 – tudo é possível ao que crê.

11 de out. de 2014

Por que "Acertando o Pingo d'Água"?

O pingo d'água é efêmero. Ele cai de algum lugar. Ou de uma folha umedecida pelo orvalho da manhã. Ou de uma nuvem carregada de águas. É a pequena porção que cai de algo maior. O tempo que ele leva para cair no chão e se desfazer é curto. Sua permanência é temporária.


Acertar um pingo d’água com uma flecha figura uma façanha (quase) impossível. Improvável. Um desafio.

Recebemos de Deus o desafio de acertar o pingo d’água. De fazer a diferença no mundo e nas pessoas ao nosso redor. De pregar a verdade mesmo quando a maioria está acreditando na mentira. Falar de amor quando muitos estão tomados de ódio. Advertir sobre a justiça mesmo quando os outros estão acomodados e endurecidos. Fazer a diferença em meio a tantas denominações consideradas iguais. Arvorar a bandeira do Evangelho de Jesus Cristo sem se preocupar com o preço a ser pago.


Enfim, aceitar o desafio de acertar o pingo d’água é aceitar o desafio de ser a Igreja de Jesus Cristo.