Conduta em relação
a Deus
A vida do cristão gira em torno de Deus. Sendo assim, a conduta do
cristão nas diversas áreas da vida será determinada por sua conduta em relação
a Deus.
Nossa vida deve ser direcionada com o propósito de agradar a Deus.
Devemos fazer o que Ele ordena e não fazer o que Ele não ordena. Porém, não
podemos agir em relação a Deus da forma como nós achamos conveniente, ou
seguindo a “moda”, ou obedecendo a tradições humanas. Devemos nos portar de
acordo com a Palavra de Deus, que é o “manual de instruções” onde Ele nos
revela o que é certo e o que é errado.
Nossa vida com Deus deve ser marcada pelos seguintes atributos, entre
outros:
Espontaneidade – não fazemos nada por obrigação, e sim voluntariamente e convencidos pelo
Espírito Santo (1 Pe 5.2; 2 Co 8.3; Zc
4.6; Mc 16.16);
Razão – não nos entregamos a Deus cegamente, nem obedecemos Sua palavra sem
esclarecimento. Servimos com o coração, mas também com a mente; cultuamos ao
Senhor racionalmente (Rm 12.1; 1 Co 14.15);
Sacrifício – abrir mão daquilo que não agrada ao Senhor, mesmo que seja importante
para nós. Por isso, somos sacrifícios vivos (Rm 12.1; Lc 9.23; Mc 10.29-30);
Temor – devemos fazer tudo com a certeza de que Deus está vendo e retribuirá a
cada um segundo suas obras (Pv 1.7; Jô 34.11; Sl 62.12);
Santidade – ausência de pecado. Precisamos buscar a Deus e ter conhecimento bíblico
para saber o que é pecado e evitá-lo (Is 48.17; Sl 119.105);
Fé – precisamos crer que o Senhor pode todas as coisas, e devemos confiar
n’Ele em todas as circunstâncias. Caso contrário, nos deixaremos abater, murmuraremos
e entristeceremos a Deus (Hb 11.6; Lc 1.37).
Conduta em relação
a nós mesmos
Precisamos nos ver como Deus nos vê: Ele conhece nossa estrutura e sabe
que somos pó (Sl 103.14). Por isso Ele quer que sejamos totalmente dependentes
d’Ele e também nos concede autoridade para vencermos todos os obstáculos.
Dependência de Deus
– não devemos nunca achar que somos auto-suficientes
ou que somos capazes de fazer algo sem Deus. É claro que muitas pessoas fazem
tantas coisas sem Deus, mas o resultado disso é frustração e condenação (Mt
6.25-34; Sl 39.4.7);
Filho de Deus – não podemos deixar o inimigo e o mundo nos vencer, pois o Senhor nos concedeu
o poder de sermos Seus filhos (Jo 1.12; Lc 9.1);
Mais que Vencedor –
quando nossa conduta agrada a Deus, vencemos
todas as batalhas, tribulações, tristezas e afrontas (Rm 8.37);
Embaixador de
Cristo – somos representantes de uma pátria celestial aqui na
Terra, da qual Jesus é o Rei. Por isso, nossas atitudes devem honrar o Senhor
Jesus, nunca O envergonhar (2 Co 5.20; Mc 8.38).
Conduta em relação
ao próximo e à sociedade
Deus sempre se preocupou com a vida em sociedade, pois sabe que a
natureza humana é voltada ao egoísmo e ao conflito. Devemos cultivar em nossas
vidas alguns atributos que nos farão boas pessoas, bons cidadãos. Isso fará com
que os outros reconheçam que temos andado com Cristo:
Honestidade – fazer tudo como se Jesus estivesse ao nosso lado nos observando (de fato
Ele está!). Não querer levar vantagem, não mentir, não enganar (Rm 12.17; 2 Co
8.21; Cl 3.9);
Paz – buscar ter paz com todos. Se não for possível ter paz com alguma pessoa,
orar por ela (Rm 12.18; Mt 5.44);
Amor – amar o próximo como a si mesmo. Colocar uma “pitadinha” de amor em nossos
pensamentos, ações e palavras (Mt 22.39; Cl 3.14; Cl 4.6; Jó 34.3);
Paciência – ter paciência no trato com os outros, principalmente os familiares e
aqueles com quem convivemos diariamente (Sl 37.7-11; 1 Tm 6.11);
Caridade – ajudar os outros sempre que estiver ao nosso alcance (Pv 31.9, Pv 28.27;
Gl 2.10);
Testemunho - o cristão deve ter uma vida
exemplar, quer em costumes, vestimentas, negócios, palavras, pois está sendo
observado pelos outros e, acima de tudo, por Deus. As pessoas do mundo podem
não ler a Bíblia, mas certamente “lerão” a vida do cristão, que deve ser uma
carta viva a testemunhar de seu Criador. Nós somos o sal da terra e a luz do
mundo (2 Co 3.3; Mt 5.13-16).
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