27 de abr. de 2015

Boletim de Discipulado nº 008 - Por que frequentar a Igreja?



Embasamento bíblico

A Igreja foi instituída por Deus (Mt 16.18-19). Portanto, é uma instituição espiritual e não deve ser encarada como sendo algo terreno. Ela é chamada de Noiva do Cordeiro (Ap 19.7-9), portanto merece ser valorizada.

A Igreja é a coluna e baluarte (fortaleza) da verdade (1 Tm 3.15), ou seja, é nela onde se prega, se aprende e se guarda as verdades de Deus.

É na Igreja que nos reunimos para louvar a Deus, para ensinar/ aprender a Palavra do Senhor e para viver experiências espirituais (1Co 14.26).

Na Igreja nos reunimos para participar da Ceia do Senhor (At 20.7, 1Co 11.22-34) e para juntar ofertas (1Co 16.1-3).

Lugar certo

O jogador de futebol profissional precisa de um estádio para jogar uma partida oficial.

É no circo que os palhaços e acrobatas fazem o seu show.

Quem quer tirar a carteira de motorista, não vai à farmácia, e sim à Auto Escola.

Se não estiver em uma sala de cirurgia apropriada, o médico não fará nenhum procedimento delicado.

Por que, se tratando de Deus, pode ser em qualquer lugar e de qualquer jeito?

As pessoas tem a mania de pensar que, por ser para Deus, pode ser de qualquer jeito. Afinal, “Deus entende...”

Isso não está certo! Praticamente todas as atividades do mundo tem um modo e um lugar certo para ser feitas. O homem busca ser ordeiro, organizado e cuidadoso em tudo o que faz. Se tratando de Deus, não pode ser diferente! Muito pelo contrário: quando é para Deus, deve ser ainda mais excelente!

Por isso, o Senhor designou um lugar certo para que as coisas de Deus sejam feitas: a Igreja.

A importância de congregar

Apenas congregar em uma Igreja não é garantia de salvação. Somos salvos pela graça de Cristo e Seu sangue derramado no Calvário (Ef 1.7, 2.8). Algumas pessoas, com base nisso, crêem que não precisam da Igreja para buscar a Deus. Podem falar com Deus em casa, participar da Ceia ministrada pela TV e ler a Bíblia no ônibus.

Porém, a Bíblia afirma que devemos participar de uma igreja, uma congregação local. O Novo Testamento está repleto de provas de que o eixo do cristianismo é a Igreja. Paulo escreveu inúmeras cartas dirigidas a igrejas e também outras dirigidas a pessoas específicas, mas sempre com o foco na Igreja. Pedro, Tiago e João também escreveram cartas às Igrejas.

O autor de Hebreus condena a atitude de pessoas que deixam suas congregações (Hb 10.23-27). As conseqüências para quem abandona a Igreja são terríveis. Mas isso não acontece porque os membros ou as lideranças das Igrejas buscam punir aqueles que se desviam. É notório que quem abandona a Igreja (noiva) é porque já abandonou, muito antes, ao Senhor Jesus (noivo). Por isso, quem está sem Igreja, está sem Deus. E quem está sem Deus, está à mercê dos males deste mundo. É daí que vêm as duras conseqüências.

É importante ir aos cultos com freqüência, pois é através da Palavra pregada que alimentamos nosso Espírito (Jo 6.27, Sl 119.11). Nos cultos, mantemos a nossa comunhão com os irmãos e com Deus (At 2.42, Sl 133.1).

Por fim, é necessário entender a importância da Igreja como templo. Mas não podemos esquecer que nós somos a Igreja de Jesus Cristo. Nós, as pessoas, é que formamos a Igreja (2Co 6.16).

Somos uma instituição espiritual, cujo objetivo principal é fazer a vontade d’Aquele que a criou. Freqüente a Igreja para aprender a ser Igreja!

Cuidando para não perder a hora
Por Pr. Rogerio de Mello

Era uma vez, uma garotinha que cresceu ouvindo seus pais dizerem que deveria estudar, dedicar-se ao máximo e sempre correr atrás dos seus sonhos, pois esta era, sem dúvida, a trajetória de todo vencedor.

Estas palavras a fizeram ser sempre a melhor da classe e muito querida por todos que a conheciam.

Até que um belo dia viu de passagem sua irmã mais velha aos prantos na sala de jantar dizendo: “meus sonhos acabaram!”. A mãe a consolava. Por conta de um namoradinho que havia ido estudar no exterior.

Aquelas palavras ficaram por dias sendo as culpadas pela inquietude daquela menininha. Até que um dia, antes de partir para sua aula, ela se encoraja e deixa saltar pela sua boca a inadiável pergunta: “mamãe, o que fazer quando os sonhos acabam?”. A mãe, entendendo do que se tratava, com o olhar fixo na garotinha, responde: “quando os sonhos acabam, não deve ser motivo para medo e espanto. É apenas a hora de acordar e ir lá fora realizá-los, um a um. É como o seu relógio que desperta tocando sua musiquinha favorita todos os dias antes de você acordar para ir à escola”.

20 de abr. de 2015

Boletim de Discipulado nº 007 - O que é Religião?



Origem da palavra

A palavra religião vem do latim “religare”. O sentido da palavra seria religação, ou seja, transmite a ideia de que o homem precisa ser religado a Deus.

Na verdade, todo homem pecador está longe de Deus e precisa se “ligar” a Ele. Na queda de Adão, o pecado entrou no coração do homem. Fez-se necessário, então, que a humanidade se religasse a Deus, para resgatar o propósito original do Senhor para o homem, isto é, a comunhão e a santidade.

Jesus é o único mediador entre Deus e o homem (1 Tm 2.5; Jo 14.6). É através da morte e ressurreição de Jesus que Deus reconcilia consigo mesmo a humanidade pecadora (2Co 5.17-21).
Portanto, nossa “religião” na verdade é Jesus Cristo, pois ele nos uniu com Deus, de uma vez por todas, quando O aceitamos como Senhor e Salvador.

Ao longo do tempo, a palavra religião passou a ser usada para designar todo o tipo de crença na existência de um poder superior. Mesmo que uma seita tenha princípios expressamente anti-bíblicos, ela é chamada de religião e se declara capaz de aproximar a pessoa de Deus ou dessa “força superior”.

Tudo o que é feito para Deus sem Jesus não passa de religiosidade vazia. Portanto, sempre que você ouvir ou dizer a palavra religião, tenha em mente que ela significa “religar o homem a Deus”. A nossa “religação” com Deus já aconteceu no momento em que entregamos nossa vida a Jesus. Não precisamos mais ser religados.

O que responder

Abaixo, segue alguns modelos de resposta para as perguntas mais comuns sobre religião:

Qual é a sua religião? “Minha religião é Jesus Cristo. Baseado no significado da palavra religião, entendo que Jesus foi o grande (e é o único) responsável por ter me religado a Deus através de Seu sacrifício na cruz. Portanto, minha resposta a esta pergunta é: sou cristão evangélico, pois Cristo é o centro da minha vida e o Seu Evangelho (Bíblia) é a base da minha fé.”

Como é a sua religião? “Minha crença se baseia na Bíblia. Creio que a Bíblia tem respostas para tudo e tem conteúdo suficiente para guiar todas as áreas da minha vida (Hb 4.12, Sl 119.105). Minha vida está voltada e submissa ao que a Bíblia ensina (Tg 1.22, Lc 11.28). Temos um templo (igreja) onde nos reunimos para orar, aprender e adorar a Deus (At 3.1, At 5.42). Estamos debaixo da cobertura de pastores, líderes espirituais (Hb 13.17). A nossa vida prática se resume nos mandamentos de Jesus: amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a si mesmo (Mt 22.37-40).”

Todas as religiões levam a Deus? “Não creio que todas as religiões levam a Deus. Assim como a estrada do mar não leva à Serra, e a estrada da Serra não leva ao litoral, creio que nem todos os caminhos levam para o mesmo lugar. A Bíblia diz que há um só Deus (Dt 6.4). Logo, religiões que adoram outros deuses (ídolos, ‘santos’, imagens, forças, energia vital, universo, etc.) não levam ao Deus verdadeiro (Is 42.8). Religiões que acreditam no Deus da Bíblia, mas desprezam seus mandamentos também não O agradam (Mt 15.8-9).”

Por que você acredita que a sua religião é a certa? “Porque a Bíblia é e sempre foi a fonte de onde se tira todo o conhecimento sobre Deus. Se não fosse a Bíblia, a humanidade estaria perdida e confusa no que diz respeitos aos princípios e valores morais e espirituais (2Tm 3.15-17). Sem fé na Bíblia é impossível agradar e servir a Cristo. A vida eterna está em Jesus (At 16.31). Só Jesus é o caminho . Só há um Deus. Por isso, quem crê em Jesus, como diz a Bíblia, está certo (Jo 7.38-39) . Quem não crê em Jesus e não segue a Bíblia não pode estar certo.”

Por que a sua religião tem muitos “podes e não podes”? “O que vivemos são doutrinas (ensinamentos), valores e fundamentos bíblicos que visam o nosso bem e a glorificação do único que merece ser adorado (Jesus). Para seguirmos os mandamentos de Jesus, muitas vezes precisamos renunciar muitas coisas (Mt 19.29). Quando renunciamos a nossa vontade para fazer a vontade de Deus, geralmente as pessoas pensam que é algo difícil ou doloroso. Mas quando passamos a receber o que Deus tem e saber quem Deus é, percebemos que aquilo que renunciamos não tinha valor algum. Não é ‘pode e não pode’, é escolher o que é agradável a Deus e o que nos faz bem. Em Deus não há perdas”.

Ilustração
A bomba d’água
Certo homem, perdido numa região desértica, prestes a morrer de sede, encontra uma cabana desabitada.
No quintal, uma bomba d’água, velha e enferrujada. Imediatamente ele começou a bombeá-la, mas a água não jorrou. Desapontado, sentou-se. Só então viu ao lado da bomba uma garrafa d’água, com um bilhete colado sobre rótulo: “Você precisa primeiro preparar a bomba com TODA a água desta garrafa, meu amigo. PS.: Faça o favor de encher a garrafa outra vez antes de partir.”
A garrafa estava quase cheia e ele, de repente, se viu num dilema: se bebesse a água “velha” e quente da garrafa talvez sobrevivesse, mas se a colocasse naquela bomba enferrujada, talvez obtivesse água fresca. Mas, talvez não.
Com relutância, despejou a água na bomba. Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear. A bomba começou a chiar e nada aconteceu! E a bomba foi rangendo e chiando. Então surgiu um fiozinho de água; depois um pequeno fluxo, e finalmente a água jorrou com abundância!
Bebeu até se fartar. Encheu a garrafa novamente e acrescentou uma pequena nota ao bilhete: “Creia-me, funciona! Você precisa dar TODA a água antes de poder obtê-la de volta!”

13 de abr. de 2015

Boletim de Discipulado nº 006 - A Santa Ceia do Senhor



O exemplo e a ordenança de Cristo

Assim como no Batismo, Jesus ordenou que celebrássemos a Santa Ceia do Senhor. Algumas horas antes do momento da Sua morte, Jesus celebrou a última ceia com seus discípulos. Ali, Ele nos deu o exemplo e institui a Santa Ceia do Senhor. O batismo nas águas e a Santa Ceia do Senhor são as duas grandes ordenanças do Senhor Jesus para Sua Igreja.

O simbolismo da Santa Ceia do Senhor

Na Santa Ceia estão presentes dois elementos: o pão e o vinho (suco de uva).

O pão simboliza o corpo de Jesus, que foi entregue na cruz para a nossa salvação. O pão deve ser sem fermento, pois na Bíblia o fermento simboliza a impureza. Como o nosso Senhor Jesus foi entregue como sacrifício perfeito e sem pecado, nada melhor do que o pão sem fermento para representar seu corpo. Mt 26.26.

Já o fruto da videira (suco de uva) representa o Seu Sangue, que foi derramado para remissão de nossos pecados. Mt 26.27-28.

O propósito da Santa Ceia está expresso em 1Co 11.24-26: devemos participar dela em memória de Jesus, anunciando Sua morte até que Ele venha. Ou seja, quando participamos da Ceia do Senhor, devemos ter bem claro em nossa mente o motivo que está nos levando a celebrar este ato tão solene. Devemos refletir sobre os momentos terríveis que Jesus passou para que pudéssemos ser livres e salvos. Devemos, com isso, anunciar Sua morte, mas sobretudo anunciar Sua vitória sobre a morte (a ressurreição). Por fim, também devemos fazer menção de Sua grande promessa: Ele virá uma segunda vez a esta Terra para buscar Sua Igreja.


Visão doutrinária Deus de Promessas

Baseada na Bíblia, a Comunidade Evangélica Deus de Promessas crê e aplica as seguintes doutrinas sobre a Santa Ceia:

Só recebe o pão e o cálice quem é batizado nas águas A Ceia é para quem tomou a decisão de viver para Cristo e deve ser celebrada com entendimento. Se a pessoa não é batizada, subentende-se que ela ainda não decidiu confessar publicamente a sua fé ou ainda não tem o entendimento sobre as ordenanças de Deus. A Ceia é para os salvos, cristãos em comunhão com Deus, ou seja, batizados (Mc 16.16).

Só recebe o pão e o cálice quem está em comunhão com Deus e com a Igreja – o cristão deve buscar ter comunhão com Deus (oração, Bíblia, conduta, postura) e com a Igreja (freqüência nos cultos, envolvimento, dedicação). A Santa Ceia é um momento de comunhão entre irmãos e também entre a Igreja e Cristo (At 2.42)

Não participamos de Ceias ministradas pela TV, internet, rádio ou outro meio de comunicação – esta celebração deve ser feita na Igreja. Os textos de 1Co 11.21-22 e 33 nos mostram que os irmãos devem participar juntos na Igreja.

Não fazemos da Ceia um momento de descontração ou entretenimento – é um momento sério, de comunhão espiritual e de reflexão (1Co 11.20-34).

Esperamos uns pelos outros – prezamos pela ordem, pois o Espírito de Deus é ordeiro. Se cada um tomar sua Ceia do seu modo e a seu tempo, reinará a desordem (1Co 11.33).

Alertamos sobre a necessidade de se examinar a si mesmo, para não participar indignamente – é preciso entender o propósito e o simbolismo da Santa Ceia para que nossa consciência nos leve a fazer uma auto-análise sincera e profunda. Devemos participar da ceia dignamente, ou seja, com nossa vida espiritual saudável e agradável a Deus, sabendo exatamente o motivo e o propósito da Ceia do Senhor (1Co 11.27-32).

Estão aptos ministrar a Santa Ceia: os pastores da Igreja e suas esposas, o ministério de diaconato ou obreiro/ irmão que o pastor designar (Ef 4.11).

Não oferecemos a Ceia para crianças, pelo mesmo motivo pelo qual não são batizadas (ver Boletim nº 005).

Ministramos Ceia individual em residências, hospitais ou outros locais somente em casos excepcionais, quando o irmão está incapacitado de comparecer no culto de celebração da Santa Ceia. 

6 de abr. de 2015

Boletim de Discipulado nº 005 - O que é Batismo?



O exemplo e a ordenança de Cristo

Vimos nos Boletins 1 e 4 que o verdadeiro discípulo cristão deve imitar Jesus (Lc 6.40; 1Co 11.1). Jesus também foi batizado por João Batista para que toda a justiça fosse cumprida (Mt 3.13-17).

A Bíblia também nos mostra que o batismo é uma ordenança de Cristo (Mt 28.19).

Ele deixou a ordem e o exemplo para todos nós, discípulos. Devemos ser batizados e também dar continuidade a esta ordenança, batizando todos aqueles que desejam se tornar discípulos de Jesus.

Fica claro que o batismo não é uma opção para o cristão, uma vez que devemos obedecer todas as ordens de Cristo. Também não é uma garantia de salvação, pois o que salva é a graça de Jesus. A salvação depende de um coração transformado, e não de um simples mergulho. Ou seja, não adianta ao cristão se batizar e não viver uma vida santa aos olhos de Deus.

O simbolismo do batismo

A palavra batismo vem do grego e significa literalmente “mergulhar”. O ato simbólico do batismo de João Batista representava a lavagem interior que ocorre no coração quando a pessoa se arrepende e o novo rumo que ela toma na vida após essa transformação.

Leia Rm 6.3-4.

O batismo é a representação da morte e ressurreição: nossa natureza humana, pecaminosa e sem Deus, deve morrer e ser sepultada (submergir) para que a nova criatura possa nascer (emergir) para Deus.

Visão doutrinária Deus de Promessas

Baseada na Bíblia, a Comunidade Evangélica Deus de Promessas crê e aplica as seguintes doutrinas sobre o batismo:

Não batizamos crianças – o batismo é para remissão de pecados (At 22.16). A criança não tem pecado (MT 18.2-4), logo não pode ser batizada.

Não obrigamos o batismo – deve ser fruto de uma decisão pessoal, esclarecida e consciente. Quem crê em Jesus, deve crer porque decidiu crer, e não porque alguém o obrigou ou induziu (Mc 16.16).

Não negamos o batismo, porém buscamos esclarecer o candidato – em At 8.27-38, vemos o episódio em que Filipe ensina um homem sobre Jesus. A Bíblia não narra, mas certamente ele falou sobre batismo. O homem crê verdadeiramente e decide se batizar, e Filipe não o questiona sobre sua vida com Deus, apenas o batiza.

Batizamos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo – alguns seguimentos batizam somente em nome de Jesus, mas realizamos o batismo conforme as palavras de Cristo em Mt 28.19.

Batizamos por imersão, e em casos raros e específicos, por efusão – por imersão (mergulhar), pois é o fundamento bíblico (Mt 3.16), além da palavra batismo literalmente significar “mergulhar”. Por efusão (derramamento de água sobre a cabeça): realizamos este tipo de batismo na pessoa que esteja ou seja incapaz de se submeter à imersão. Exemplo: pessoa enferma em um leito de hospital.

Não fazemos batismos com aparência de entretenimento – alguns segmentos realizam batismos em tobogãs ou com atividades contrárias ao verdadeiro propósito e à devida importância da cerimônia do batismo (Mt 3.16-17, 1Ts 5.22, 1Co 10.31).

Batizamos em qualquer lugar – seja piscina, tanque, rio, lago ou mar, desde que as águas sejam capazes de submergir uma pessoa com segurança e higiene. Estudos mostram que na localidade onde Filipe batizou o eunuco (At 8.27-38) não havia rio ou lago. Provavelmente aquele batismo foi realizado em tanque ou cisterna.

Não “renovamos” batismo – há um só batismo (Ef 4.5), por isso, se a pessoa já foi batizada em alguma Igreja Evangélica Apostólica, não há necessidade de se batizar novamente, caso ela tenha se desviado e queira voltar para Deus. Se o “batismo” foi realizado em outra igreja que não tenha fundamento bíblico, logo não deve ser considerado. Neste caso, realizamos o batismo normalmente.

O menino e a moedinha
Por Pr. Rogerio Ricardo de Mello

Certa vez, o departamento de homens da Igreja programou um passeio a fim de envolver os recém chegados no grupo. Aproveitariam, também, para conhecerem os costumes e necessidades de determinados lugarejos e pequenas cidades da zona rural. Decidiram levar seus filhos pequenos para despertar neles o interesse pelas coisas de Deus e da Igreja.

Lá pelas tantas, o ônibus acabou tendo problemas de mecânica em um lugar deserto por causa das condições da estrada. Não havia um único mecânico entre os integrantes do grupo. Os celulares estavam sem sinal e o nervosismo ia tomando conta de todos. As idéias já haviam se esgotado.

No meio do grupo, podia-se notar um garotinho engraçado gesticulando para chamar a atenção deles. Mas todos os que o olhavam logo diziam para ele se calar. Porém, insistentemente ele erguia seu bracinho curto, e com seu dedo gordinho apontava para frente. Na outra mão segurava uma moeda. Até que alguém mais exaltado, com os nervos à flor da pele, grita: “o que você está querendo, garoto? Esta moeda pode ajudar em alguma coisa? Todos temos dinheiro!”.

Ele encolhe a mãozinha que segurava a moeda, mas continua apontando com o dedo gordinho. Nesse momento, alguém olha para a direção em que ele apontava e avista uma cabine telefônica daquelas que se pode fazer uma ligação com apenas uma moedinha. “Estamos salvos!”, gritam todos. E o menininho, timidamente, sorri.

Moral da história: Deus não precisa de muito para operar; com o mínimo de fé que você tem ele é capaz de fazer milagres.