9 de mar. de 2015

Boletim de Discipulado nº 001 - O que é Discipulado?

Que a paz do Senhor Jesus esteja contigo!
Iniciamos em 08.03.2015 um projeto em nossa igreja (Comunidade Evangélica Deus de Promessas) chamado "Formando Discípulos". Ele funciona da seguinte maneira: todo domingo entregamos aos irmãos um Boletim de Discipulado que trata de um tema importante para a vida diária do cristão e seu crescimento espiritual. No decorrer da semana, os irmãos estudam o assunto e as dúvidas são debatidas com os discipuladores (pastores) em momentos de comunhão nas casas ou na igreja. Essa interação informal fortalece laços ao mesmo tempo em que proporciona crescimento aos discípulos.
Estaremos, toda a segunda-feira, postando o conteúdo dos Boletins de Discipulado para que você possa acompanhar os temas e deixar seus comentários.
Hoje, Boletim de Discipulado nº 001 - O que é Discipulado?

Você, Discípulo



No momento em que você aceitou a Jesus como Senhor e Salvador de sua vida, entregando seu coração a Ele e decidindo fazer parte de Sua Igreja, você deu início a uma jornada que durará até o fim de sua vida. É a jornada de discípulo de Jesus Cristo. Por mais maduro e experiente que um cristão possa ser, todo o dia ele poderá aprender algo novo com Deus.


Nesta jornada de aprendizado constante, o Senhor não deixará você desamparado. Haverá uma pessoa que ensinará você a “ser um discípulo”.



O Discipulado



Quando veio à Terra como homem, Jesus investiu muito do Seu tempo ensinando aqueles que o seguiam. Ele estava discipulando aqueles homens, ou seja, ensinando-os a ser discípulos.


Discípulo é toda pessoa que aprende de um mestre e o segue.


O discipulado, então, pode ser entendido como o ato de ensinar alguém a ser discípulo. É o ato de transmitir os ensinamentos do Mestre e ensinar a segui-Lo.


Podemos entender, então, que em nossa jornada como cristãos estaremos sempre participando do processo de discipulado, pois dia após dia aprendemos mais sobre o Mestre Jesus.



A Grande Comissão



Jesus nos comissionou, ou seja, nos deixou uma grande missão: fazer discípulos. Os doze apóstolos receberam instrução pessoalmente por Jesus. Estes doze apóstolos repassaram os mandamentos do Mestre a outros discípulos, que, por sua vez, transmitiram a outras pessoas. Assim, sucessivamente, os ensinamentos de Jesus foram repassados de geração em geração até os nossos dias. E nós devemos dar continuidade a esta grande missão.



O Discipulador



É nesse contexto que entra a figura do discipulador, que é o termo usado para se referir ao irmão (obreiro, presbítero, pastor, etc.) que será o encarregado de dar todo o suporte (espiritual e pessoal) ao discípulo em sua jornada.


Por isso, dizemos que somos uma Igreja baseada nos fundamentos apostólicos, que são os ensinamentos que os apóstolos receberam de Jesus e transmitiram à Igreja.


Na Bíblia, vemos que o relacionamento entre discípulos e discipuladores era de cumplicidade, companheirismo, sinceridade e amor. O discipulador abre as portas de sua vida e abre mão de seu tempo em prol do discípulo. E o discípulo reconhece, se submete e se compromete com o discipulador.



O Verdadeiro Discípulo



Algumas passagens bíblicas mostram “requisitos” para ser um discípulo verdadeiro:


- reconhecer Jesus como Senhor e Salvador (Jo 13.13, Mc 8.29);


- negar a si mesmo (Mc 8.34);


- imitá-Lo e procurar a Sua instrução

(Mt 10.24-25, Lc 6.40, Jo 13.12-15, 1Pe 2.21);


- segui-Lo com lealdade (Lc 14.25-27)



O Discipulado Deus de Promessas



O discipulado em nossa Igreja acontecerá através destes boletins, que serão o ponto de partida para o contato entre discípulo e discipulador. Todo domingo, o discípulo receberá um boletim com um assunto de grande importância para seu crescimento espiritual. Esse assunto será tratado de forma resumida, abrindo portas para um diálogo com o discipulador. Por isso, se ficou curioso ou com dúvidas sobre o assunto do boletim, vá correndo falar com seu discipulador! Certamente ambos poderão crescer juntos na unidade e na graça de Jesus.



Ilustração
Cesto de Junco não retém Água



Um discípulo chegou para seu mestre e perguntou: “Mestre, por que devemos  ler a Palavra de Deus se nós não conseguimos memorizar tudo?”

O mestre não respondeu imediatamente, mas ficou olhando para o horizonte por alguns minutos. Então, ordenou ao discípulo: “Pegue aquele cesto de junco, desça até o riacho, encha o cesto de água e traga até aqui.”

O discípulo olhou para o cesto sujo e achou muito estranha a ordem do mestre. Mas, mesmo assim, obedeceu. Pegou o cesto, desceu os cem degraus da escadaria que levava até o riacho, encheu o cesto de água e começou a subir de volta. 

Como o cesto era todo cheio de furos, a água foi escorrendo e quando o jovem chegou no topo da escadaria já não restava um pingo d’água. O mestre perguntou: “Então, meu filho, o que você aprendeu?”

O discípulo olhou para o cesto vazio e disse, jocosamente: “Aprendi que cesto de junco não retém água”.

O mestre ordenou-lhe que repetisse o processo, e o jovem discípulo o fez por mais dez vezes, pois sempre quando questionado, respondia: “cesto de junco não retém água”.

Na décima segunda vez, o jovem já estava desesperadamente exausto de tanto descer e subir as escadarias.  Porém, quando o mestre lhe indagou de novo, o discípulo, olhando para o cesto, percebeu  admirado: “O cesto está limpo! Apesar de não reter a água, a repetição constante de encher o cesto acabou por deixá-lo limpo!”.  
 O mestre, por fim, concluiu: “Não importa se você não consegue decorar todas as passagens da Bíblia que você lê. O que importa, na verdade, é que neste processo a sua mente, o seu coração e a sua vida sejam lavados”. 

26 de out. de 2014

Dez Conselhos para Fugir da Sensualidade

1 – Evite más companhias – se você andar com elas ficará dominado por elas – II Co 6.17;



 2 – Evite o segundo olhar – você talvez não possa controlar o primeiro, mas pode evitar o segundo (que se torna cobiça);



3 – Discipline suas conversas – evite piadas e histórias com sentido duvidoso. As más conversações corrompem os bons costumes;



4 – Cuidado com a maneira de se vestir – a roupa não leva para o inferno, mas expressa quem você é. Vista-se como se Jesus fosse seu acompanhante;



5 – Escolha com bom senso e espiritualidade seus programas de TV;




6 – Muita atenção com o que você lê;



7 – Cuidado com seu tempo de folga – as tentações geralmente vem nestas horas;



8 – Faça uma regra de nunca se envolver em namoro pesado. Cristãos deveriam orar antes de cada encontro. O poder de Deus também está em dizer NÃO;



9 – Gaste muito tempo com as escrituras. O salmista disse: “guardo no meu coração a Tua Palavra para não pecar contra Ti” (Sl 119.11);



10 – Tenha Jesus Cristo em seu coração e na sua vida. A fé e a Palavra tem o poder de te fazer forte (1 Jo 2.14).


Autor: Pr. Rogerio d'Mello.

23 de out. de 2014

A arte de confiar em Deus


Em um pequeno vilarejo de camponeses, lugar esquecido do restante do mundo (ou desconhecido), numa certa manhã de primavera, os moradores do lugar depararam-se com um estrangeiro no centro da praça. Admirados, foram logo indagando o que ele fazia ali. O viajante, todo gaboso, passou a narrar que vinha de reinos distantes e que conhecia bem a nobreza. Subitamente é interrompido por uma voz alarmada que lhe diz:

“Mas então o que vieste fazer aqui?! Olhe à sua volta! O que temos para te oferecer? Estamos arruinados, e logo não ficará mais nada aqui para contar a história. Tínhamos tudo aqui; muita fartura. Éramos felizes; até que nossas fontes de águas foram, uma a uma, se esgotando até ficar assim. Nossas plantações morreram; nossa terra, ressequida, não produz nada. Olhe nossos animais! O que restou? Há muito tempo não chove, e quando chove não é o suficiente para encher nossas cisternas. Estamos sem esperança... conta a lenda que lá no topo do monte existiu uma fonte de águas cristalinas, que durante dezenas, talvez centenas de anos abastecia toda a cidade, passando bem pelo meio de nosso vilarejo. Mas um dia, sem explicação, uma grande pedra caiu, tapando a saída da fonte. Muitos de nossos jovens já tentaram escalar o monte tentando salvar a aldeia, mas a trajetória até lá é muito difícil e muitos deles nunca  retornaram. Estamos perdidos!”
O jovem viajante apenas ouvia. Em seguida, arrumou suas coisas e foi se arranjando por qualquer lugar.

Na manhã seguinte, despedindo-se dos que por ali passavam, seguiu seu destino. Passando-se alguns dias (já quase ninguém lembrava do estrangeiro), o vilarejo é surpreendido por um novo acontecimento. Barulho de água; muita água. Das janelas de suas casas as pessoas contemplavam o que, sem explicação, estava acontecendo. E gritavam: “Impossível! Impossível”. Até que o jovem viajante aparece dizendo a todos:

“Perdoem-me, eu não sabia que era impossível; fui lá e fiz.”

                Mesmo quando tudo parecer perdido             
                E você já não tiver força alguma para continuar
                Não desista
                Você sempre poderá ir além do que já foi

Pr. Rogerio d'Mello


Mc 9.23 – tudo é possível ao que crê.

11 de out. de 2014

Por que "Acertando o Pingo d'Água"?

O pingo d'água é efêmero. Ele cai de algum lugar. Ou de uma folha umedecida pelo orvalho da manhã. Ou de uma nuvem carregada de águas. É a pequena porção que cai de algo maior. O tempo que ele leva para cair no chão e se desfazer é curto. Sua permanência é temporária.


Acertar um pingo d’água com uma flecha figura uma façanha (quase) impossível. Improvável. Um desafio.

Recebemos de Deus o desafio de acertar o pingo d’água. De fazer a diferença no mundo e nas pessoas ao nosso redor. De pregar a verdade mesmo quando a maioria está acreditando na mentira. Falar de amor quando muitos estão tomados de ódio. Advertir sobre a justiça mesmo quando os outros estão acomodados e endurecidos. Fazer a diferença em meio a tantas denominações consideradas iguais. Arvorar a bandeira do Evangelho de Jesus Cristo sem se preocupar com o preço a ser pago.


Enfim, aceitar o desafio de acertar o pingo d’água é aceitar o desafio de ser a Igreja de Jesus Cristo.