Deveres dos pais
Recai sobre os pais a responsabilidade de criar os
filhos no caminho do Senhor. Isso porque o exemplo fala mais do que mil
palavras. A criança (ou o jovem) pode ouvir a Palavra de Deus de várias fontes
(em um culto, em uma música ou em um aconselhamento). Porém, são as atitudes
dos pais dentro de casa que vão refletir (ou não) a verdadeira essência de
Deus. Não basta apenas falar ou ensinar por palavras, pois os filhos tendem a
seguir o exemplo das atitudes dos pais.
Abaixo, algumas atitudes que os pais devem colocar
em prática em relação a seus filhos:
- Ensinar
a Palavra – “E estas palavras,
que hoje te ordeno, estarão no teu coração.
E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.” (Dt 6.6-9)
E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.” (Dt 6.6-9)
Para que os pais sejam um exemplo de cristãos,
primeiro a Palavra de Deus deve estar profundamente enraizada em seus corações.
Com isso, falar das coisas de Deus se torna um hábito natural dentro de casa.
Mas isso não é tudo: o trecho “as atarás por
sinal na tua mão e (…) entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua
casa, e nas tuas portas”,
demonstra que a Palavra de Deus deve estar impregnada em nosso lar, em nossa
vida e em nossos atos, todos os dias.
-
Aconselhar – “Ensina a criança
no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” (Pv 22.6)
Este aconselhamento deve se dar em todas as áreas
da vida da família, sempre com base na Bíblia e, se necessário, com auxílio da
liderança da Igreja. Os pais precisam preparar os filhos para a vida, dando a
eles suporte para suas decisões.
- Controlar – “Que governe bem a sua própria casa, tendo
seus filhos em sujeição, com toda a modéstia” (1Tm 3.4)
Os pais devem impor limites ao filho, se não ele
fará tudo conforme sua mentalidade infantil/ juvenil. Os pais cujos corações
estão repletos da Palavra de Deus sabem o que é melhor para seus filhos.
- Abençoar – “E (Jacó) abençoou a José (…)” (Gn 48.15)
Os pais devem sempre liberar palavras de bênção
sobre seus filhos e orar por eles. Expressões pejorativas (“essa criança é uma
peste, uma praga, um capetinha”) são proibidas.
- Disciplinar – “Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá.” (Pv 23.13)
Uma palavra dura muitas vezes é necessária. É disto
que a Bíblia está falando quando menciona a vara: devemos ter sabedoria de
sermos duros com nossos filhos em palavras e no exemplo, mas sem agredi-los
verbal ou fisicamente.
- Não irritar
ou desanimar – “Vós, pais, não
irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo.” (Cl 3:21)
Os pais devem evitar atitudes que irritem seus
filhos, criando um clima de amor, companheirismo e cumplicidade dentro de casa.
Deveres dos filhos
A Palavra de Deus resume os deveres dos filhos no
seguinte versículo:
“Honra a teu pai e
a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa;
Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.” (Ef 6.2-3)
Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.” (Ef 6.2-3)
É possível obedecer sem honrar: o filho pode fazer o que o pai lhe ordena
mesmo o desprezando. Porém, é impossível honrar sem obedecer. A obediência é
externa, mas a honra é interna.
Quando honramos ao Senhor em nosso coração, nossa atitude será de
obediência. Em relação aos pais acontece o mesmo: se os filhos os honram no
coração, a atitude será de obediência. Portanto, os filhos devem se esforçar
para que um sentimento de amor e de admiração pelos pais brote no coração. Com
isso, a obediência acontecerá naturalmente.
Eis a responsabilidade dos pais em serem exemplos na vida cristã: será
extremamente difícil para os filhos honrarem alguém que não possa ser
considerado um exemplo máximo a ser seguido.


