12 de mai. de 2015

Boletim de Discipulado nº 009 - O que é dízimo e oferta?

Embasamento bíblico

O assunto deste boletim é delicado. Mas não deveria. Com o passar do tempo e com o cumprimento da profecia de Jesus registrada em Mt 24.10-12, muitos falsos pastores surgiram. Fizeram da Igreja um negócio lucrativo, se aproveitando da falta de entendimento (Os 4.6) e da ingenuidade da maioria dos seus membros para retirar dinheiro deles. Por isso, de forma generalizada, as Igrejas Evangélicas são vistas com desconfiança, os cristãos são chamados de tolos e os pastores são chamados de ladrões.

Por isso, falar sobre finanças na Igreja se tornou tão delicado.

No entanto, o dízimo e as ofertas são bíblicos e merecem nossa atenção. Deus dá muita importância a este assunto, pois ele interfere na saúde espiritual de todo o cristão.

O texto base para o estudo dos dízimos está em Ml 3.10-12. Ele é um mandamento de Deus, e de sua observância dependem muitas bênçãos.

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro” – a palavra hebraica para dízimo significa, literalmente, “a décima parte”, isto é 10%. A casa do tesouro seria um depósito, pois na época bíblica os dízimos eram pagos através de grãos. Hoje, como vivemos em um mundo capitalista, a base das relações econômicas, comerciais e salariais é o dinheiro. Portanto, devemos levar à Igreja (onde ficam depositados os dízimos) 10% de nossa renda.

“Para que haja mantimento em minha casa” – Deus não precisa de dinheiro, mas a Obra de Deus precisa. Contas de água, luz, aluguel, aparelhagens diversas, material para evangelismo, gasolina para deslocamento dos membros, recursos para obra social, etc. Por isso, para que haja o sustento da casa de Deus, é necessário dinheiro. Muitos falam que na época bíblica o dízimo era dado em grãos ou em outros alimentos. Mas, nos dias de hoje, não possível pagar as despesas da Igreja com outro recurso que não seja o dinheiro.

“Depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes” – quando nos preocupamos em dar o que é nosso para a Obra de Deus e quando fazemos isso com amor e voluntariamente, o Senhor nos recompensa com bênçãos materiais e espirituais. E nos permite fazer prova d’Ele, isto é, podemos ter a certeza de que Ele irá nos abençoar.

“E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos” – Deus irá reduzir a nada tudo aquilo que devora nossa paz, nossa alegria, nossos recursos materiais. O devorador pode ser qualquer influência (humana ou maligna) que acaba com aquilo que Deus nos dá.

“E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos.” – nós cremos em Deus e O amamos mesmo não podendo vê-lo. Mas as pessoas que não crêem n’Ele precisam ver algo para crer. Vendo a presença e as bênçãos de Deus em nossas vidas, as pessoas terão provas do amor e da existência de Deus.

Voluntariedade

O texto de 2 Co 9.6-13 é muito interessante no estudo dos dízimos e ofertas, pois ele nos ensina a dar parte de nossos recursos à Obra de Deus com alegria em nosso coração, voluntariamente, não com tristeza ou por obrigação. Pois quando fazemos isto, Deus nos faz superabundar em toda a graça e supre todas as nossas necessidades.

Ofertas

A oferta é um valor que o cristão propõe em seu coração de dar à Obra de Deus independente de seu dízimo. Por isso, a oferta não é “descontada” do dízimo. A bíblia menciona ocasiões em que os cristãos arrecadavam ofertas para ajudar outros irmãos (1 Co 16.1-3) e também traz instruções sobre o ato de ofertar (2 Co 9.6-13).

“Dízimo” da Vida

Porém, de nada adiantará dar dízimos ou ofertas em dinheiro se não dermos, no mínimo, “10%” de nossas vidas a Deus. Muitos cristãos oram apenas na Igreja, lêem a Bíblia somente em dias de estudo bíblico, buscam a Deus somente em momentos de dificuldades. Devemos dar a Deus muito mais do que 10% de nosso tempo, de nosso esforço, de nossa dedicação, de nosso suor, de nossa alma.

A pedrinha no sapato
Por. Pr. Wheeller Corrêa

Um corredor de maratona havia se preparado durante anos para disputar a competição mais importante de sua vida. Chegado o grande dia, o confiante maratonista iniciou muito bem a corrida. Passando por um trecho de chão batido, conseguiu ultrapassar muitos adversários, mas um deles chamou sua atenção: o maratonista nº 07 estava sentado na beira do caminho, com um dos tênis na mão. No seu íntimo, riu daquela situação.

Depois de uma hora de prova conseguiu assumir o 1º lugar. Porém, em uma grande reta, sentiu uma pequena pedrinha em seu tênis que passou a incomodá-lo. A cada passo dado, chutava o ar e mexia o pé para lá e para cá, na tentativa de fazer com que a pedrinha se “acomodasse” em algum lugar do tênis e parasse de incomodar. E de fato conseguiu: a pedrinha parou de machucar o seu pé, e o corredor pôde continuar sua maratona tranquilamente.

Porém, na reta final da prova, a pedrinha sapeca resolve aparecer novamente. Só que dessa vez veio com força total. Ela machucava tanto o pé do maratonista que seu rendimento e velocidade caíram drasticamente. E por mais que ele mexesse o pé ou chutasse o ar, a pedrinha não parava de machucá-lo.

Nesse momento, o maratonista nº 07 passa por ele em uma velocidade incrível, e ele percebe que deveria ter feito o mesmo: sentar no chão e tirar a pedrinha do tênis.

O pecado é como a pedrinha no sapato: podemos nos esforçar para “acomodá-lo” em algum cantinho do nosso coração e até conseguir essa proeza, mas não leva muito tempo até que ele venha à tona para nos incomodar, roubando o nosso direito de sermos vitoriosos. Vale a pena pagar o preço de se livrar do pecado, pois no final alcançaremos a vitória.