Embasamento bíblico
O assunto deste boletim é
delicado. Mas não deveria. Com o passar do tempo e com o cumprimento da
profecia de Jesus registrada em Mt 24.10-12, muitos falsos pastores surgiram. Fizeram
da Igreja um negócio lucrativo, se aproveitando da falta de entendimento (Os
4.6) e da ingenuidade da maioria dos seus membros para retirar dinheiro deles.
Por isso, de forma generalizada, as Igrejas Evangélicas são vistas com
desconfiança, os cristãos são chamados de tolos e os pastores são chamados de
ladrões.
Por isso, falar sobre finanças na
Igreja se tornou tão delicado.
No entanto, o dízimo e as ofertas
são bíblicos e merecem nossa atenção. Deus dá muita importância a este assunto,
pois ele interfere na saúde espiritual de todo o cristão.
O texto base para o estudo dos
dízimos está em Ml 3.10-12. Ele é um mandamento de Deus, e de sua observância
dependem muitas bênçãos.
“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro” – a palavra hebraica para dízimo
significa, literalmente, “a décima parte”, isto é 10%. A casa do tesouro seria
um depósito, pois na época bíblica os dízimos eram pagos através de grãos.
Hoje, como vivemos em um mundo capitalista, a base das relações econômicas,
comerciais e salariais é o dinheiro. Portanto, devemos levar à Igreja (onde ficam
depositados os dízimos) 10% de nossa renda.
“Para que haja mantimento em minha casa” – Deus não precisa de dinheiro,
mas a Obra de Deus precisa. Contas de água, luz, aluguel, aparelhagens
diversas, material para evangelismo, gasolina para deslocamento dos membros,
recursos para obra social, etc. Por isso, para que haja o sustento da casa de
Deus, é necessário dinheiro. Muitos falam que na época bíblica o dízimo era
dado em grãos ou em outros alimentos. Mas, nos dias de hoje, não possível pagar
as despesas da Igreja com outro recurso que não seja o dinheiro.
“Depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu
não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até
que não haja lugar suficiente para a recolherdes” – quando nos preocupamos em dar o
que é nosso para a Obra de Deus e quando fazemos isso com amor e
voluntariamente, o Senhor nos recompensa com bênçãos materiais e espirituais. E
nos permite fazer prova d’Ele, isto é, podemos ter a certeza de que Ele irá nos
abençoar.
“E por causa de vós repreenderei o
devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no
campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos” – Deus irá reduzir a nada tudo
aquilo que devora nossa paz, nossa alegria, nossos recursos materiais. O
devorador pode ser qualquer influência (humana ou maligna) que acaba com aquilo
que Deus nos dá.
“E todas as nações vos chamarão
bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos
Exércitos.” – nós
cremos em Deus e O amamos mesmo não podendo vê-lo. Mas as pessoas que não crêem
n’Ele precisam ver algo para crer. Vendo a presença e as bênçãos de Deus em
nossas vidas, as pessoas terão provas do amor e da existência de Deus.
Voluntariedade
O texto de 2 Co 9.6-13 é muito
interessante no estudo dos dízimos e ofertas, pois ele nos ensina a dar parte
de nossos recursos à Obra de Deus com alegria em nosso coração,
voluntariamente, não com tristeza ou por obrigação. Pois quando fazemos isto,
Deus nos faz superabundar em toda a graça e supre todas as nossas necessidades.
Ofertas
A oferta é um valor que o cristão
propõe em seu coração de dar à Obra de Deus independente de seu dízimo. Por
isso, a oferta não é “descontada” do dízimo. A bíblia menciona ocasiões em que
os cristãos arrecadavam ofertas para ajudar outros irmãos (1 Co 16.1-3) e
também traz instruções sobre o ato de ofertar (2 Co 9.6-13).
“Dízimo” da Vida
Porém, de nada adiantará dar
dízimos ou ofertas em dinheiro se não dermos, no mínimo, “10%” de nossas vidas a
Deus. Muitos cristãos oram apenas na Igreja, lêem a Bíblia somente em dias de
estudo bíblico, buscam a Deus somente em momentos de dificuldades. Devemos dar
a Deus muito mais do que 10% de nosso tempo, de nosso esforço, de nossa
dedicação, de nosso suor, de nossa alma.
A pedrinha no sapato
Por. Pr. Wheeller Corrêa
Um corredor de maratona havia se
preparado durante anos para disputar a competição mais importante de sua vida.
Chegado o grande dia, o confiante maratonista iniciou muito bem a corrida.
Passando por um trecho de chão batido, conseguiu ultrapassar muitos
adversários, mas um deles chamou sua atenção: o maratonista nº 07 estava
sentado na beira do caminho, com um dos tênis na mão. No seu íntimo, riu
daquela situação.
Depois de uma hora de prova conseguiu
assumir o 1º lugar. Porém, em uma grande reta, sentiu uma pequena pedrinha em
seu tênis que passou a incomodá-lo. A cada passo dado, chutava o ar e mexia o
pé para lá e para cá, na tentativa de fazer com que a pedrinha se “acomodasse”
em algum lugar do tênis e parasse de incomodar. E de fato conseguiu: a pedrinha
parou de machucar o seu pé, e o corredor pôde continuar sua maratona
tranquilamente.
Porém, na reta final da prova, a
pedrinha sapeca resolve aparecer novamente. Só que dessa vez veio com força
total. Ela machucava tanto o pé do maratonista que seu rendimento e velocidade
caíram drasticamente. E por mais que ele mexesse o pé ou chutasse o ar, a
pedrinha não parava de machucá-lo.
Nesse momento, o maratonista nº 07
passa por ele em uma velocidade incrível, e ele percebe que deveria ter feito o
mesmo: sentar no chão e tirar a pedrinha do tênis.
O pecado é como a pedrinha no
sapato: podemos nos esforçar para “acomodá-lo” em algum cantinho do nosso
coração e até conseguir essa proeza, mas não leva muito tempo até que ele venha
à tona para nos incomodar, roubando o nosso direito de sermos vitoriosos. Vale
a pena pagar o preço de se livrar do pecado, pois no final alcançaremos a
vitória.